sexta-feira, 25 de maio de 2012

98 - Morango e Chocolate (Fresa y Chocolate) – Cuba (1994)



Direção: Juan Carlos Tabío; Tomás Gutiérrez Alea
Roteiro: Senel Paz
Estudante cubano que acredita firmemente no regime de Fidel Castro entra em depressão quando sua namorada o deixa casar-se com outro. Sua vida toma outro rumo quando ele conhece Diego, artista homossexual, que não é aceito pela sociedade cubana.

A homossexualidade sempre foi tratada com preconceito e repressão pelos líderes cubanos pós-Revolução. O mundo mudou, o muro de Berlim caiu, o embargo estadunidense continua, e as diretrizes cubanas vêm mudando de alguns anos para cá, sobretudo com a chegada de Raul Castro ao poder.

A mudança já pode ser sentida, por exemplo, no trato que o governo cubano dá às questões GLBT. Uma das lutas encabeçadas por Mariela Castro, filha de Raul, é justamente acabar com preconceitos, uma vez que, segundo ela, a discriminação não combina com os interesses da Revolução. E uma das conquistas dessa luta é um pacote de leis que altera algumas regras atuais e estenderá direitos aos homossexuais, como o reconhecimento da união estável.

E é disso tudo que Morango e Chocolate falava, há 18 anos: política, atraso, intolerância, revolução, discriminação, direitos. Tudo de forma bem sutil e com uma sensibilidade que comove “maricóns” e héteros. O filme dá uma grande contribuição crítica para se discutir aspectos da política cubana – e é sempre bom lembrar, que no meio do furacão da revolução existem seres humanos, com seus desejos e sentimentos particulares, que ultrapassam os limites das ideologias políticas ou da construção social coletiva. E eles também merecem respeito e liberdade, além de gozar do que o Estado tem que oferecer em troca.

Após 18 anos, o filme ainda é atual e serve de lição para o governo cubano, brasileiro e estadunidense.


Minha nota: 8,1
IMDB:  7,3
MelhoresFilmes: 7,5

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