sexta-feira, 31 de agosto de 2012

206 - Memória do saqueio (Memoria del saqueo) – Argentina (2004)



Direção: Fernando Solanas
Roteiro: Fernando Solanas
Uma das economias mais prósperas e liberais do mundo, a Argentina das duas últimas décadas beirou a ruína. Este documentário analisa a crise argentina que explodiu em 2001 e dos protestos que se seguiram.

Argentina, Outubro 2001:
“O governo da Aliança é derrotado nas eleições legislativas. O presidente De La Rua recusa-se em mudar a política cambial. Em 2 anos de gestão, suas promessas de centro esquerda são trocadas pelo programa do FMI, uma continuidade do Governo de Carlos Menem.
A recessão aumenta. Milhões de pobres e desempregados. Enorme fuga de capitais. Os bancos bloqueiam as contas. Se agrava a crise.
Depois de muitos anos que o país parecia desaparecido diante da apatia, estoura a insurreição. A revolta espontânea dos "ninguém", que fazendo soar suas panelas, se rebelavam pelos bairros, e ocupavam as cidades, as instituições e os bancos.”

“Filhos da puta!”
“Não estamos mais na ditadura! Entende?”
“Bando de idiotas!”
“Macacos com armas!”
“Quem está lhes dando ordens? É capaz de matar uma mulher? É capaz de matar o povo só por que te deram ordens?”

“A dívida contemporânea se inicia de forma ilegítima com a ditadura militar. Apesar da Justiça demonstrar sua origem fraudulenta, a pressão do "Establishment" foi mais forte. Desde então, serviria para condicionar Governos e reduzir o patrimônio público.”

“Derrota americana no Vietnã. Conservadores retornam ao poder. Crise e alta nos preços. Excedente mundial de dólares. Bancos oferecendo créditos a 3%. Nasce a dívida do 3º Mundo. As taxas de juros sobem para os 16%. Os países endividados quebram.”

“Somos os "levanta mãos", conseqüentes e comedidos. Votamos com os olhos fechados no que manda o partido. Somos os "levanta-mãos", legislamos com o esquecimento. E os eleitores traímos, apesar de servi-los”

“Não somente os políticos, temos que incluir os jornalistas, os meios de comunicação. Até quando vamos agüentar tanta estupidez? Instrumentos extraordinários como a Tv e o rádio nas mãos de idiotas, gerando uma nação de idiotas. Até quando?”

"Nada do que deva ser Estatal permanecerá nas mãos do Estado"

“As privatizações foram feitas na medida dos interesses da corporações. A pátria "contratista" financiou todas as campanhas eleitorais, todos os governos, todos os golpes de Estado, e realizaram todas as grandes obras públicas. Nenhum outro setor gozou de tantos privilégios”

“Não se conhece um país que tenha entregado seu gás e seu petróleo sem haver perdido uma guerra. Tem que se pensar que foi uma verdadeira traição a uma país de uma classe dirigente. México, Brasil e Venezuela não privatizaram em absoluto o seu petróleo.”

“A Petrobrás avaliou a ‘Gas del Estado’ em 25 bilhões de dólares. Nós, com a avaliação dos consultores internacionais, a vendemos por 2,5 bilhões de dólares. 10 vezes menos.”

"Onde está o dinheiro que foi roubado? Carlos Menem, seu cunhado Emir Yoma, Cavallo e outros envolvidos, no caso do contrabando de armas, seriam presos. Mas a Suprema Corte os deixaria em liberdade.”

“O modelo neo-liberal terminou num hecatombe. Os responsáveis não puderam vender tudo o que desejavam”.

“Menem e De la Rúa também não puderam impor a saída repressiva, nem calar os protestos contra o silêncio diante dos crimes mafiosos ou de encomenda, nem frear a permanente ação das mães, avós e filhos dos "desaparecidos". Foram impedidos por uma nova história: a de milhares de lutas e mobilizações de resistência, de movimentos sociais desenvolvidos durante a década. Organizações territoriais, "piqueteiros", refeitórios e associações de bairro, ocupações de terra e assentamentos, a Grande Passeata Federal e centenas de outras. Os contínuos protestos dos aposentados, as mulheres rurais em lutas, estudantes e clientes de bancos, comerciantes e artistas... culminaram nessa passeata espontânea de dezembro de 2001, que como no "17 de outubro" (1945) ou no "Cordobazo" (1969), mudariam a história argentina.”


Minha Nota: 7,3
IMDB: 7,7
ePipoca: -

Sugestão: Trabalho Interno

Download:

205 - Balada do amor e do ódio (Balada triste de trompeta) – Espanha (2010)



Direção: Álex de la Iglesia
Roteiro: Álex de la Iglesia
Em meio à guerra civil, o filho de um palhaço assassinado desce disposto a se vingar dos assassinos de seu pai. É quando ele entra em uma trupe circense e se apaixona pela mulher de um palhaço psicopata.

O filme começa com uma fotografia interessante, que dura até o fim. Também mistura um contexto político do período espanhol com uma situação particular, de uma trupe de palhaços. Em seguida, os fatos que ocorrem convidam o espectador ao inusitado: um palhaço assassino, preso pelo governo de Franco.
Todos esses elementos prometem muita coisa boa. Ao menos, deixam o espectador atento e interessado em ver aonde isso vai parar.
O problema é que, depois dos 20 minutos iniciais, o filme leva do nada a lugar nenhum. O que se dá é uma sucessão de acontecimentos que torna o roteiro descartável. É como se o diretor dissesse: “dane-se o enredo, vamos se valer do bizarro pelo bizarro”. Daí, priorizando as cenas bizarras, em detrimento do desenvolvimento da história, o que se tem são palhaços enlouquecidos protagonizando cenas absurdas de assassinatos.
Há quem diga que todos os acontecimentos se deram de forma metafórica, para representar a loucura do período franquista, com grupos rivais de matando por “amor” à sua forma de poder (representado pela mulher, alvo da disputa entre os dois palhaços). No entanto, a anarquia do roteiro não justifica essa representação.
Uma pena. Só pela fotografia e a ótima interpretação dos atores, o filme merecia muito mais. Mas, acho que o diretor surtou um pouco, tal como seus personagens.


Minha Nota: 6,7
IMDB: 6,5
ePipoca: -

Sugestão: Crime Ferpeito

Download:

Torrent +Legenda (zippyshare)

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

204 - Blade Runner – o caçador de Andróides (Blade Runner) – EUA (1982)



Direção: Ridley Scott
Roteiro: Hampton Fancher; Philip K. Dick; Roland Kibbee; David Peoples
Andróides construídos pelo homem e à sua perfeita semelhança passam a demonstrar seus sentimentos. E também uma certa dose de rebeldia, o que leva um policial a ser destacado para eliminá-los.

Uma ficção-científica atípica. Blade Runner tem um roteiro inteligente e uma história que, por fim, acaba priorizando o existencialismo humano (inclusive com uma certa dose de filosofia), em vez de focar na robótica ou em outras bugigangas que os filmes do gênero costumam explorar.
Talvez por isso é que Blade Runner foi um fracasso de público na época, mas ainda hoje é lembrado e bem avaliado por seus espectadores e listas “históricas” do cinema.
Seu conteúdo era tão progressista para os produtores da época, que foram feitas várias versões. Na que foi determinada pela produção, o final do filme continha uma narração que deixava a história melhor explicada – achava-se que o grande público não entenderia alguns elementos principais do filme.
Na versão intitulada como “corte do diretor” (que é a que eu assisti), há uma montagem mais próxima do que Ridley Scott desejava, sobretudo com um final que deixa a interpretação aberta para um bom entendedor . O resultado justifica a importância desse filme, que em 2012 completa 30 anos.


Minha Nota: 7,9
IMDB: 8,3
ePipoca: 9,0

Sugestão: Alzheimer Case

Download:

203 - Em Segredo (Grbavica) – Bósnia-Herzegovina (2006)



Direção: Jasmila Zbanic
Roteiro: Jasmila Zbanic
Este drama conta a história de uma mulher que junta todas as suas forças para cuidar da filha adolescente, em um país que ainda se recupera de décadas de guerra civil.

A marca da guerra é algo presente em boa parte dos filmes do Leste Europeu. Muito menos sobre o que foi a guerra, mas muito mais sobre o que se fazer após ela. Como as pessoas levam suas vidas, diariamente, mesmo tendo o fantasma da guerra presente na arquitetura de sua cidade, nas fotografias de seu álbum e nas lembranças de suas próprias experiências.
A loucura que foi o Leste Europeu a partir do seu desmembramento deixa qualquer um ainda confuso. Tanto que, no meio do filme, eu tive que parar para pesquisar se a Bósnia ainda existia.
Sim, a Bósnia ainda existe. Mas, a bagunça é tão grande que sua presidência é composta por um bósnio, um servo e um croata.
Em Segredo é justamente isso. Bósnios levando a vida, como qualquer ser humano. E, como qualquer um, possuem segredos, grandes e pequenos. Alguns bobos, outros dolorosos.
E assim, vão vivendo.




...
Uma referência ao Brasil. Em uma cena, a personagem dialoga com outro:
“Realmente sinto pena dos brasileiros. Não suporto ver como sofrem. Outro dia vi um documentário sobre um brasileiro pobre. Ele havia sido assassinado e ninguém foi ao seu funeral. Morreu completamente só.”


Minha Nota: 7,5
IMDB: 7,2
ePipoca: 7,1

Sugestão: Bal-Can-Can

Download:

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

202 - O Paciente Inglês (The English Patient) – Estados Unidos (1996)



Direção: Anthony Minghella
Roteiro: Michael Ondaatje; Anthony Minghella
Paciente acidentado é cuidado por enfermeira que se torna sua confidente. Atrás de um homem à beira da morte está uma história de amor e intrigas.

O filme tem suas virtudes: fotografia, trilha sonora e atuações excelentes. No entanto, terminada a história, fica uma certa sensação de vazio, como se o filme não tivesse passado nada de sólido. Como se fosse apenas mais um drama romântico, em meio à guerra.


Minha nota: 7,0
IMDB:  7,3
ePipoca: 8,8

Sugestão: E o vento levou

Download:

201 - Os Crimes de Snowtown (Snowtown) – Austrália (2011)



Direção: Justin Kurzel
Roteiro: Shaun Grant
Jamie vive com sua mãe e os irmãos em um subúrbio australiano violento. Depois de uma experiência traumática de abuso por parte de um vizinho, as coisas parecem tomar um rumo melhor quando a mãe começa a namorar o afetuoso John Bunting. Defensor ferrenho da justiça com as próprias mãos, Bunting logo consegue mobilizar um pequeno grupo para vigiar e punir os pedófilos da região.

Entre 1992 e 1999, um pequeno grupo liderado por John Bunting cometeu 12 assassinatos em cidades da Austrália. Esse foi o caso mais marcante do País, relacionado a serial killer. As vítimas preferenciais eram supostos pedófilos e homossexuais.
O caso só foi descoberto depois que tonéis contendo os restos mortais das vítimas foram localizados, em um cofre de um antigo banco. Identificados, foi possível constatar que antes de morrer, as vítimas sofreram diversos tipos de tortura, tão pesados que nem vale à pena descrever.
John Bunting e mais outros envolvidos foram presos e ainda cumprem pena. Um dos que participaram de alguns assassinatos foi James Vlassakis. Na época, ele tinha 13 anos quando foi abusado sexualmente e viu em John uma figura paterna e protetora, com quem passou a se relacionar e se envolver com os crimes.
Durante o julgamento, um dos apelos era sobre o lado “justiceiro” dos crimes. Um pai, envolvido com o grupo, chegou a dizer que todos desejavam fazer o que John fez com o pedófilo que abusou de seus filhos. De fato, essa questão traz uma reflexão quase existencial. Até onde a lógica da “a vítima merecia” justifica a justiça com as próprias mãos? Isso me lembra o caso do Ônibus 174, onde o criminoso foi linchado pela população e, em seguida, assassinado pela polícia, todos envolvidos no calor da ação. E do filme Tempo de Matar, onde o personagem mata os dois homens que estupraram sua filha de 10 anos, no dia do julgamento do réu – e a história passa a girar sobre a condenação ou inocência dele.
Casos como esses dificultam qualquer julgamento que se faça. De um lado, se quisermos ser civilizados, devemos abandonar tais atos de barbárie e confiar na Justiça, por outro, nem sempre é possível conter a própria ira, sobretudo quando a Justiça peca – vai saber qual sentimento pode guiar um pai de uma filha abusada. De qualquer forma, acho que nenhum dos casos justifica atos frios de tortura, muito menos assassinatos em série, cometidos por um psicopata.
Os Crimes de Snowtown retrata bem esse episódio marcante na Austrália. Soube dosar o drama psicológico e o suspense, sem precisar apelar para imagens fortes e gratuitas de violência. Em vez de sangue, o filme se preocupou mais em mostrar a construção psicológica dos envolvidos e o que isso resultou. Até mesmo para os espectadores de estômago fraco, o filme não choca muito, apesar de ter uma ou outra cena impactante.


Minha Nota: 7,5
IMDB: 6,6
ePipoca: -


Download:

terça-feira, 28 de agosto de 2012

200 - A Caixa de Pandora (Die Büchse der Pandora) – Alemanha (1929)



Direção: Georg Wilhelm Pabst
Roteiro: Frank Wedekind; Ladislaus Vajda
Em Berlim, um rico dono de um jornal se apaixona por uma bela dançarina, resultando em uma série de conseqüências preocupantes na vida do casal e de quem o cercam.

Nesse clássico alemão, o mito grego de Pandora é representado através de um drama, carregado de crimes, fugas e “muito erotismo” – pela menos para a época, que o censurou.
Há quem diga que Zeus enviou Pandora (a primeira mulher) à Terra e ela casou-se com Epimeteu, que estava encarregado de criar todas as criaturas do mundo.  Ela, após seduzi-lo (existem várias versões) abriu uma caixa que Zeus havia lhe ordenado para guardar e que continha diversos males do mundo: doenças, dores, inveja, medos, etc. Tudo isso se dissipou pelo planeta, contaminando as criaturas que estavam sendo construídas por ele, inclusive o ser humano. Antes, porém, Pandora fechou a caixa e armazenou um último elemento: a esperança.
Séculos depois, os cristãos criaram um mito semelhante: do homem, foi criada a primeira mulher, Eva. Esta a seduziu e, juntos, comeram o fruto proibido, sendo expulsos do paraíso, onde privaram a humanidade da perfeição, sendo condenados a viver em um mundo cheio de pecados e males.
O curioso é que os dois mitos partem de uma perspectiva machista – provavelmente por terem sido escritas por homens. Em ambos os casos, a justificativa para a “imperfeição” do mundo se atribui a erros cometidos pela mulher, onde o homem, coitado, se cometeu algum equívoco foi devido ao fato de ter sido seduzido pela dita cuja. Em outras palavras, se hoje o seu vizinho lhe inveja, seu avô morreu de câncer ou você é egoísta, a culpa é da mulher. Foi ela quem se valeu de seus dotes para seduzir o inocente homem e, desta forma, espalhar a imperfeição no mundo.
A culpa é de Eva que seduziu Adão e traiu a Deus.
A culpa é de Pandora que seduziu Epimeteu e traiu a Zeus.
Sempre elas! Malditas!


Minha nota: 7,1
IMDB:  7,9
ePipoca: 8,0

Sugestão: Ouro e Maldição

Download:

199 - Um lugar ao sol (idem) – Brasil (2009)



Direção: Gabriel Mascaro
Roteiro: Gabriel Mascaro
Um Lugar ao Sol é um documentário que reúne depoimentos de moradores de luxuosas coberturas de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

A premissa do filme é bastante original. Apesar de ter uma filmografia tão diversa, o documentário brasileiro carece de penetrar o universo das elites econômicas do País. Desta forma, Gabriel Mascaro percorre as coberturas dos edifícios de 9 famílias que aceitaram participar das filmagens.
No entanto, há uma pobreza de conteúdo muito grande. Não rola uma química entre diretor e entrevistados, o que resulta em depoimentos pouco interessantes. Alguns personagens estão visivelmente desconfortáveis, enquanto outros exageram na interpretação diante da câmera. Resultado: falas desinteressantes, conteúdo pouco explorado e algumas cenas constrangedoras, por conta da “falta do que dizer” e de “como dizer”.
Para compensar o pouco material útil, o diretor abusou de planos externos, captando o ponto de vista que se tem quando se está no alto da cobertura, e também de quando se está lá embaixo. Apesar de esse excesso de imagens frustrar um pouco quem esperava mais falas interessantes dos entrevistados, a fotografia ficou bem elaborada e conseguiu enriquecer a obra.
Mesmo com um conteúdo limitado, algumas falas valem o filme. O depoimento da mulher que, com um sorriso no rosto, se empolga com a beleza que é a troca de tiros entre os morros vizinhos, pois as balas produzem um efeito pirotécnico semelhante aos fogos de artifício, é impagável. Como também é curioso observar a justificativa de outra moradora, argumentando que a estrutura do seu apartamento lhe poupa de ouvir o barulho das panelas na cozinha, coisa que, aparentemente, é o que mais a incomoda em sua vida.
Depoimentos como esse revelam o grau de alienação que as famílias representadas possuem. A escolha de viverem cada vez mais isolados da sociedade e de seus próprios vizinhos cria interpretações de mundo e construção de valores curiosos. Como bem disse um dos personagens, é como se vivessem em uma ilha, em um mundo próprio, perto do mar, das favelas, da cidade, mas ao mesmo tempo tão distante disso tudo. Assistem, mas não participam.
Visões de mundo como essa são fundamentais na composição de um mosaico documental do país. Daí, o grande trunfo de Um lugar ao sol, mesmo com a limitação ocasionada pelo provável desconforto ocorrido durante as filmagens – algo que qualquer documentarista corre o risco, mas que a experiência ajuda a contornar.


Minha Nota: 7,1
IMDB: 7,3
ePipoca: -


Download:

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

198 - Uma Coruja e um Pardal (Cu va chim se se) – Vietnã (2007)



Direção: Stephane Gauger
Roteiro: Stephane Gauger
Uma mulher frustrada pelas desilusões amorosas. Um tratador de elefantes, recém-abandonado pela noiva. Uma criança que partiu para a cidade grande e vende flores para sobreviver. Esses três personagens vão se encontrar pelas ruas de Saigón e se transformarão mutuamente.

Também traduzida como “Cinco dias em Saigón” (Owl and Sparrow), Uma coruja e um pardal é um filme simples, caseiro. Os recursos técnicos são limitados, o que empobrece um pouco a qualidade da imagem; e a perceptível imaturidade do diretor estreante faz o filme perder a linha no começo – o exagerado balançar de câmera dá nos nervos em alguns momentos.
No entanto, a direção acerta o passo da metade para o final e as ótimas atuações conquistam o espectador, que chega a se emocionar. O carisma e drama da personagem mirim complementados com alguns recursos clichês, como a boa e velha musiquinha melodramática tocada por um piano, são capazes de manipular os corações dos mais sensíveis e fazê-los chorar no final da história.
O filme também se destaca pelo tour que é feito pelas ruas vietnamitas. Tirando o trânsito enlouquecedor, além do tradicional macarrão, que mais parece um miojo sem tempero, Saigon atrai o espectador. É vista uma cidade pobre, com problemas semelhantes aos do Brasil, mas ao mesmo tempo é exaltada a simplicidade das pessoas, que vão se virando na vida sem deixar a peteca cair.


Minha Nota: 7,3
IMDB: 7,3
ePipoca: -

Sugestão: Amores Expressos

Download:

197 - Terra de Ninguém (Badlands) – Estados Unidos (1973)



Direção: Terrence Malick
Roteiro: Terrence Malick
Nos anos de 1950, no sul dos Estados Unidos, casal de adolescentes comete vários assassinatos sem razão aparente. Um caso verídico que abalou a sociedade americana.

Pelo ambiente, no sul estadunidense, e pela naturalidade em se matar, até que o filme de Terrence Malick faz lembrar Onde os fracos não têm vez. No entanto, o filme dos irmãos Coen tem um enredo e uma direção muito superior à Terra de Ninguém.
Neste filme, porém, é interessante observar a construção dos personagens e como a sucessão de crimes ocorre dentro de uma lógica. É uma razão inicial – ingênua e insana, mas ao mesmo tempo, urgente e “necessária” – que vai desencadeando todos os atos posteriores.
A ótica juvenil de  Sissy Spacek (“Carrie, a Estranha”) faz cobrir com um manto de inocência todo o absurdo que envolve as ações dos personagens, causando uma contradição entre a serenidade do que está sendo narrado e a brutalidade dos atos cometidos. Já o jeitão James Dean do personagem de Martin Sheen acentua esse paradoxo: a frieza dos assassinatos é relativizada pela simpatia do personagem, e sua autenticidade lhe confere um certo respeito, até mesmo pelos policiais que o perseguem.
Terrence Malick parece ter encontrado na construção dos personagens a melhor forma para tratar da violência gratuita de modo sutil e justificar a banalização da morte.


Minha Nota: 7,5
IMDB: 7,9
ePipoca: 3,1

Sugestão: Um dia de cão

Download:
Torrent + Legenda (rapidshare)
Torrent + Legenda (zippyshare)

domingo, 26 de agosto de 2012

196 - Obsessão (Ossessione) – Itália (1943)



Direção: Luchino Visconti
Roteiro: Luchino Visconti
Itália, início dos anos 40. No miserável Vale do Pó, Giovanna (Clara Calamai), a frustrada dona de uma pensão, planeja com o amante Gino (Massino Girotti) o assassinato do marido.

O filme é bom, mas eu esperava beeeeem mais desse, que é o primeiro filme de Visconti.



Sugestão: Pacto de Sangue

Download:

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

195 - Bye Bye Brasil (Bye Bye Brasil) – Brasil (1979)



Direção: Cacá Diegues
Roteiro: Cacá Diegues; Leopoldo Serran
Salomé, Lorde Cigano e Andorinha são artistas ambulantes que cruzam o país com a Caravana Rolidei, fazendo espetáculos para o setor mais humilde da população brasileira e que ainda não tem acesso à televisão. A eles se juntam o sanfoneiro Ciço e sua esposa, Dasdô, com os quais a Caravana cruza a Amazônia até chegar a Brasília.

Alguns filmes valem mais que toneladas de livros de história. Bye Bye Brasil é um deles.

O filme do diretor Cacá Diegues retrata um período histórico brasileiro muito pouco representado no país, sobretudo no cinema. Um Brasil que vai além do sertão, do litoral e das grandes cidades, trazendo a esperança dos brasileiros pelo “país do futuro”.

Um Brasil em que presidentes, grandes empresários e multinacionais prometiam trazer o progresso à nação, com construção de cidades e estradas, além do crescimento da geração de empregos que mudariam a vida de todos.

O Brasil da Transamazônica, de Altamira e de Brasília. Das espinhas de peixe das antenas parabólicas. Das usinas no mar, do fliperama em Macau, das chances legais na capital, e da dona infeliz, com um tufão nos quadris.

Em Bye Bye Brasil, porém, é possível ver que muitas das promessas já não se cumpriam. A Transamazônica não trazia o tão falado progresso, simplesmente rasgava a Amazônia sem nenhum diálogo ou consentimento com os moradores da região (majoritariamente índios) e sem desenvolver regiões próximas, apenas concentrando em algumas cidades a urbanização. A cada emprego criado, também era gerado dezenas de desempregados, oriundos de outras regiões, atraídos pela propaganda de que ali nasceria o novo Brasil.

Também é vista, ainda que sutilmente, mas com críticas, a já construída Brasília. Outro paraíso prometido pelos “desenvolvimentistas”, que não conseguiam frear a vinda de uma legião não-urbana de nortistas e nordestinos, que se amontoavam nas cidades-satélites, na periferia da nova capital brasileira.

Hoje, a Transamazônica é um símbolo do abandono e do tal progresso que nunca veio. A maioria dos seus trechos não estão asfaltados e é mais procurada por aventureiros e amantes do rally, do que por veículos de transporte de carga. Além do mais, o rasgo floresta à dentro contribuiu para o aumento do desmatamento. As comunidades próximas, em sua maioria, são pobres e carentes de estrutura e serviços públicos.

Altamira, a princesinha dos olhos da “nova Amazônia”, hoje vive um período controverso, por conta de três aspectos. O primeiro é o social, cujo problema é crônico, agravado com o abandono da pavimentação da Transamazônica no final dos anos 1990 – apesar de nos últimos dois anos novas obras terem sido reiniciadas na região. Até 2010 o desemprego era de quase 20% e a infra-estrutura péssima, apesar do alto nível de alfabetismo.

O segundo problema são os constantes conflitos na região: “garimpeiros que não gostam de índios, que brigam com agricultores, que têm problemas com ribeirinhos, que são invisíveis para quem vive na cidade. De vez em quando há uma troca de parceiros nessa dança, mas o resultado costuma ser confusão”.

E a última questão é a construção da Usina de Belo Monte na região. Se, por um lado, há uma necessidade latente de explorar o potencial energético brasileiro para atender o consumo da população, que é cada vez maior; por outro, temos o velho discurso desenvolvimentista, com promessas e mais promessas de progresso para a região, que, sabe-se lá, vão ou não ser concretizadas.

Já Brasília, deve causar dor de cabeça para Niemeyer. Há bandidos para todos os lados. No centro, estão de colarinho branco. Na periferia, estão espalhados nas cidades-satélites, fruto de uma ocupação desordenada, desigual e fascista. Um verdadeiro apartheid urbano, nessa que deveria ser a cidade modelo do desenvolvimento para o país.

Bye Bye Brasil, portanto, mostra um Brasil pouco conhecido e que enche os olhos do espectador, por permitir, em 2012, uma comparação sobre o que nos prometeram, o que poderíamos ser e no que nos transformamos. Isso sem falar na ótima direção de Cacá Diegues e dos atores com interpretações notáveis, onde até o filho do Fábio se sai bem.

Bye Bye Brasil é um serviço prestado à nação!




Minha nota: 8,6
IMDB:  9,3
ePipoca: 7,3


Download:

Torrent (zippyshare)

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

194 - O Amor é Tudo (Alles is Liefde) – Holanda (2007)



Direção: Joram Lürsen
Roteiro: Kim van Kooten
Klaasje se divorciou de Dennis, que a traiu com um professora da escola. Enquanto isso, a sua melhor amiga acha que está sendo traída pelo seu marido Ted, que foi demitido, mas tem vergonha de contar. Victor está ansioso para se casar com o amor de sua vida, Kees. Mas Kees tem dúvidas. Kiki, irmã de Victor, está sonhando com um príncipe em um cavalo branco. Valentin, um príncipe, está louco por ela. Tudo vira de cabeça para baixo quando um misterioso Papai Noel surge na história.

Um comédia romântica, laranja com açúcar!


Minha Nota: 6,5
IMDB: 7,1
ePipoca: -

Sugestão: Amor sem escalas

Download:

193 - Doutor Jivago (Doctor Zhivago) – Estados Unidos (1965)



Direção: David Lean
Roteiro: Boris Pasternak; Robert Bolt
Adaptação da obra de Boris Pasternak, a produção épica acompanha o desenrolar da Revolução Russa na trajetória de Jivago, um jovem médico que em princípio simpatiza com os ideais revolucionários, mas que tem a sua vida modificada pelas novas forças que comandam a Rússia.

David Lean é um mago dos épicos.

Se em Lawrence da Arábia ele já foi capaz de realizar uma obra grandiosa, magnífica, em Doutor Jivago ele conseguiu preservar todas essas virtudes e ainda aprimorar a fotografia e o enredo.

O campo, a neve e as ruas soviéticas dão um encanto a mais à história, que retrata um olhar interessante sobre o período revolucionário que ocorreu na Rússia, no começo do século passado.

Mais outro clássico do diretor!


Minha Nota: 8,5
IMDB: 8,0
ePipoca: 9,2

Sugestão: Lawrence da Arábia

Download:

Torrent +Legenda (zippyshare)


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

192 - Play (Play) – Chile (2005)



Direção: Alicia Scherson
Roteiro: Alicia Scherson
Um olhar sobre as relações humanas, seguindo o percurso de dois perdedores que, aos poucos, reconstroem em paralelo suas vidas, influenciando-se mutuamente sem, porém, terem contato direto.

O filme é bem hermético, mas com um experimentalismo que às vezes exagera.
Há uma sobrevalorização da imagem, em detrimento da fala, o que permite revelar uma Santiago moderna, bonita e bem arborizada; além de personagens complexos, subjetivos e angustiados.
Também há uma promoção do absurdo, com situações e personagens que fogem à lógica e tornam o filme divertido, curioso, mas pouco sensato.
Todos esses elementos estéticos e estilísticos criam uma áurea de originalidade na obra, que parte de um argumento banal. No entanto, falta a diretora acertar a mão, para a receita funcionar. Com tantos ingredientes, Play acabou ficando fora do ponto: gostoso, mas muito salgado.


Minha nota: 7,1
IMDB:  6,4
ePipoca: -

Sugestão: Medianeras

Download:

terça-feira, 21 de agosto de 2012

191 - Era uma vez em Tóquio (Tokyo monogatari) – Japão (1953)



Direção: Yasujiro Ozu
Roteiro: Yasujiro Ozu; Kôgo Nada
Casal de idosos viaja a Tóquio, onde pretende visitar os filhos que há anos não vêem. Porém, todos são muito atarefados e não têm tempo para dar-lhes atenção. Quando sua mãe fica doente, os filhos vão visitá-la junto com a nora de seu falecido filho, e complexos sentimentos são revelados entre eles.

Era uma vez em Tóquio é um filme extremamente sutil, que aborda com delicadeza a passagem natural da vida: o tempo, as mudanças de paisagens e gerações, a morte.
O “Tóquio” do título é apenas um mero detalhe, pois a temática abordada vai além de qualquer limitação geográfica. Não só em Tóquio as pessoas envelhecem (enquanto a cidade se renova), como também não são apenas as famílias japonesas que têm dificuldade em lidar com os parentes – ter que dedicar atenção e cuidado aos idosos, ao mesmo tempo que é preciso se virar para cuidar dos filhos e tentar sobreviver em um mundo cada vez mais competitivo, que não permite grandes aspirações pessoais, nem total satisfação profissional.
Apesar de lento e com seus planos “secos”, estáticos, a maior virtude do filme consiste justamente na temática abordada e na forma com que os personagens se relacionam com os problemas em questão, sempre extravasando a sua essência cultural. Mesmo ao afirmar que a vida é frustrante, ou ao reconhecer o próprio egoísmo, eles não tiram o sorriso “japonês” da face, como se fossem dotados de uma sabedoria e maturidade que permitem enfrentar as dores da vida com extrema naturalidade e, sobretudo, serenidade.


Minha Nota: 7,3
IMDB: 8,2
ePipoca: -

Sugestão: Estamos todos bem

Download:

Torrent +Legenda (zippyshare)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

190 - M, o vampiro de Dusseldorf (M) – Alemanha (1931)



Direção: Fritz Lang
Roteiro: Fritz Lang; Egon Jacobson; Thea von Harbou
Inspirado em fatos reais, ''M'' narra a trajetória de um assassino sádico, que mata meninas, e ficou conhecido nos anais policiais como 'o vampiro de Dusseldorf '. Exemplo clássico do cinema expressionista, rodado praticamente todo em estúdio - onde era possível valorizar o contraste entre o claro e o escuro.

O que um roteiro inteligente não é capaz de fazer.
M traz um suspense extremamente verossímil, que representa o frenesi caótico de uma sociedade alarmada com um pedófilo à solta. Não é difícil fazer comparações com o momento atual que o Brasil vive, mesmo o filme tendo sido feito na Alemanha, na década de 1930.
“Extra, Extra! Novo crime!”. Basta um sensacionalismo midiático para a população se envolver com um acontecimento e vivê-lo como se fosse um personagem central. Quantos brasileiros não foram detetives e jurados quando a menina Isabella Nardoni caiu da janela em 2008!? A repercussão midiática que entrava pelo Fantástico e saia pela Ana Maria Braga, mobilizou milhares de brasileiros, que comemoravam a cada nova pista e se enchiam de ódio a cada indício que apontava o pai e a madrasta como possíveis assassinos. Tudo isso, é claro, sem se desgrudar dos meios de comunicação.
Em M é justamente isso que acontece. A repercussão da série de assassinatos cometidos por um criminoso desconhecido leva a população a esgotar os jornais e a respirar o caso 24 horas por dia. Tal situação acaba por provocar um efeito direto nas pessoas, cuja desconfiança fazia as mães recolherem seus filhos às suas casas e cada homem ser um potencial suspeito. Frenesi semelhante ao que ocorre quando uma nova gripe do porco, da vaca, do jegue é descoberto e supostamente atribuído à carne, ao suco de laranja, ao ar. A histeria coletiva faz com que o indivíduo prontamente retire o suco e a carne de sua dieta e, se possível, pare de respirar.
A desconfiança, aliás, gera outro fator interessante. Sendo cada homem um possível criminoso, a polícia passa a reivindicar o direito de tratá-lo como sendo um suspeito. Se abre mão da privacidade, em nome da segurança. Isso me faz lembrar o documentário Santa Marta – Duas Semanas no Morro em que há uma seqüência em que uma moradora questiona o comportamento dos policiais, que revistam todos que sobem o morro. Para a polícia, todo o morador do Santa Marta é um possível traficante. Assim sendo, em nome da suposta segurança, cada um é obrigado a abdicar de sua privacidade e de seu primordial direito de ir e vir para ser baculejado pela polícia.
Esse é o mesmo princípio adotado pelos policiais em M. Inevitavelmente, as batidas policiais em locais “suspeitos”, como em bares e casas noturnas, geram o desconforto das organizações paralelas que lucram nesses ambientes. Isso faz lembrar algo?
Pois bem, tal como na nossa sociedade, o crime também se organiza e monta suas estratégias para achar o criminoso, de uma maneira até mais inteligente que a própria polícia.
Mas, é melhor parar por aqui, para não contar o filme todo. M é uma obra magnífica de Fritz Lang, com uma história muito bem desenvolvida e que empolga pelas possíveis analogias a se fazer e pela seqüência final, que faria Kafka aplaudi-la de pé!

Minha Nota: 8,3
IMDB: 8,5
ePipoca: 8,0

Sugestão: Nosferatu

Download:

domingo, 19 de agosto de 2012

189 - Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia) – Inglaterra (1962)



Direção: David Lean
Roteiro: T. E. Lawrence; Robert Bolt; Michael Wilson
Autobiografia de T. E. Lawrence, aventureiro, arqueólogo e oficial do exército britânico, durante a 1ª Guerra Mundial. O filme é uma incursão de David Lean pelas produções grandiosas. Neste período, Lean lança o olhar sobre o tema que o consagraria e estaria presente em suas melhores obras: o choque entre culturas, especialmente a experiência inglesa frente a um oriente ainda misterioso e pouco compreendido.

Um verdadeiro exemplo de um “épico”. Sem tirar, nem pôr.
Tudo no filme é monumental, conquistado a partir de uma fotografia impactante (e seu fotógrafo Freddy Young), proporcionada pelo deserto de Nafud, na Jordânia. A locação foi uma exigência do diretor David Lean, que recusou alguns truques cênicos e assumiu o risco de se filmar no deserto, diante de um mar de areia.
Foram 285 dias de filmagens! Dois meses só para o protagonista Peter O´Toole aprender a andar de camelo. Sem dúvida a produção e o set de filmagens foram algo inimagináveis, talvez mais ficcionais do que o próprio filme. Algo gigantesco e uma experiência marcante para todos os envolvidos.
A história, por sua vez, é igualmente grandiosa. Trata-se de uma adaptação da autobiografia escrita por T.E. Lawrence.
O militar britânico ganhou fama pela sua importante participação na Revolta Árabe, ocorrida entre os anos de 1916 e 1918.
Na prática, o que se revelou no filme e na Revolta, foram os governos inglês e francês sentados na poltrona de uma confortável sala e, de longe, financiando os árabes para que atuassem no front com o objetivo de expulsar os turcos de seu território, arriscando suas próprias vidas em nome de uma promessa de liberdade – que se mostrou falsa, pois na verdade a dependência só mudou de mão: em vez de turcos, Inglaterra e França é que passaram a exercer o domínio sobre a região, se beneficiando dos setores produtivos que geravam lucros.
Agora troque as palavras “Revolta Árabe” por “Revolta Síria”, “turcos” por “Bashar al-Assad” e “Inglaterra e França” por “Estados Unidos e Inglaterra”. Pronto, a equação fica a mesma da de quase 100 anos atrás.
Em nome da atual liberdade síria, mais de 18 mil pessoas já morreram. Nenhuma era estadunidense, inglesa, israelense, etc. Baschar al-Assad deve cair em questão de tempo. Quando isso acontecer, certamente os países que financiaram a Revolta irão querer a sua fatia do poder. Basta saber o quanto de poder irá sobrar para aqueles que arriscaram suas vidas no front.


Minha nota: 8,5
IMDB:  8,5
ePipoca: 9,5

Sugestão: Apocalypse Now

...

Abaixo, compartilho o torrent + as legendas revisadas, adaptadas e corrigidas por Django, um frequentador assíduo do blog, que há tempos vem colaborando com as postagens. Na versão anterior, as legendas possuíam algumas deficiências e pequenos erros - nada que comprometesse o filme, mas que ficavam devendo à genialidade da obra. Com o novo arquivo de legendas, gentilmente elaborado por Django e cedido ao blog, temos uma tradução mais justa à importância do filme.

Download: