sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

333 - Noites de Cabíria (Le Notti di Cabiria) – Itália (1957)



Direção: Frederico Fellini
Roteiro: Frederico Fellini; Ennio Flaiano; Tullio Pinelli; Paolo Pasolini
Cabíria, uma prostituta que ganha a vida nas ruas de Roma em meados dos anos 1950, sonha com o amor perfeito e acredita na bondade das pessoas. Por isso, sofre constantemente desilusões. Em suas andanças pela noite romana, ela se envolve com um astro de cinema em crise conjugal e, também, com um contador, que parece amá-la de verdade.

Mais um belíssimo clássico de Fellini!
No seu melhor estilo – mesmo sem cores, nem personagens coloridos – o diretor italiano consegue um retrato de sua sociedade pós-guerra, sintetizado na vida de Cabíria e das pessoas que a cercam.
Em meio a relações sociais moralistas e hipócritas, a única que mantém sua dignidade e altivez é Cabíria, uma prostituta a quem não é dada nenhum valor.
A Itália sob escombros e marcas do pós-guerra é sutilmente mostrada na tela, servindo como um excelente pano de fundo para simbolizar os próprios valores humanos da sociedade italiana na época.
Fellini e sua musa, Giulietta Masina, conseguem transmitir tanta coisa, com tão pouco. Às vezes, somente com uma lágrima escorrendo pela face e sorriso altivo de Cabíria.
E a seqüência final é uma das mais belas, daquela capaz de fazer qualquer um se apaixonar pelo cinema, por Giulietta e por Fellini.


Minha nota: 8,5
IMDB: 8,2
ePipoca: 8,6


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3 comentários:

  1. A obra de arte é bela; a beleza está nos olhos de quem vê. Aqui talvez isso pouco importe. Noites de Cabiria é uma obra a qual o que se fala dela é sempre pouco diante do que ela se diz. Enfim, Fellini é um mestre ao redizer, tão belamente, que viver a vida é uma experiência apaixonadamente difícil. Afortunados os que podem, ao menos um pouco, se reconhecer humanamente Cabiria, esses, assim como ela, renascem.
    Boa semana AZ, parabéns, tá quase chegando aos 366

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    1. Belas palavras, Soli. A sensibilidade de Fellini e de Cabíria constroem toda essa beleza que falou.
      É... já chegando. Ufa! :)

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