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domingo, 29 de dezembro de 2013

FIM ... CONTINUA...


Mais um ano chegando ao fim e mais uma missão completada! Em 2013 foram 120 filmes vistos e disponibilizados. Somados aos 366 do primeiro ano, mais 120 distribuídos nos Top 10 de cada mês, o blog chegou aos 606 filmes.

Mais leve que em 2012, devo admitir que foi novamente um prazer esse passeio pelo cinema mundial. A cada novo filme, uma nova janela se abrindo. A cada nova descoberta, um novo desejo de ver mais filmes, conhecer mais diretores, viajar por mais culturas e, algum dia, poder pisar em cada um dos países que passaram pelos meus olhos.

Por falar em países, continuo avançando cada vez mais pela América, completando a Europa e desbravando a Oceania. Cheguei à marca de 91 países. Mas foi pela África que eu “acumulei” mais territórios. Desses, destaco Ruanda (Munyurangabo), Costa do Marfim (Em nome de Cristo) e República Democrática do Congo (VivaRiva). Da Oceania, dois ótimos filmes, originários da Nova Zelândia e Samoa: Boy e O Orador. Dos países “inusitados”, ainda tiveram Butão (Viajantes e Mágicos), Islândia (Withe Night Wedding), Luxemburgo (A última fuga), Mongólia (A caverna do cachorro amarelo) e Costa Rica (Água fria do mar).



Os diretores também foram um brilho à parte. Gênios como Ettore Scola, Chaplin, Sergio Leone, Hitchcock, Eduardo Coutinho, Scorsese, Truffaut, Bergman, Glauber, P.T. Anderson, Kubrick e Kurosawa marcaram presença. Outros, que eu só fui descobrir no ano passado, também não decepcionaram: Ki-duk Kim, Emir Kusturica, Chan-Wook Park, Kar Wai Wong, Asghar Farhadi e Paolo Sorrentino. Além, é claro, das gratas surpresas recém-descobertas: Kleber Mendonça Filho, Andrey Tarkovskiy, Zé do Caixão, Yimou Zhang, Marcel Carné e Eric Rhomer.

Mas, vamos aos filmes! Foi fácil escolher o melhor: Nós que nos amávamos tanto (Ettore Scola). Da segunda posição em diante, já foi dificílimo, mas destaco: O grande ditador (Chaplin), Stalker (Tarkovskiy), O som ao redor (Kleber Mendonça Filho), Primavera, Verão, Outono, Inverno e... Primavera (Ki-duk Kim) e Mr. Vingança (Chan-Wook Park).

Dos brasileiros, além de O soma o redor, fico com: À meia-noite levarei sua alma (José Mujica), Moscou (Eduardo Coutinho), O assalto ao trem pagador (Roberto Farias), A febre do rato (Claudio Assis) e O beijo da Mulher Aranha (Hector Babenco).

Também foram ótimos documentários, com destaque para: Os pecados do meu pai (Nicolás Entel), Marighella (Isa Ferraz) e A Vida Louca (Christian Poveda).



Com um ano de blog, já foram quase 50 mil downloads e mais de 400 mil visualizações!

Números que eu considero expressivos e compartilho minha gratidão com todos aqueles que vêm acompanhando o 366filmesdeaz. Agradeço pela colaboração voluntária e pelas constantes visitas: Antonio Fernando, Hugo, Fernando Terroso, Renato, Django, alucardscorner, Michelle, Gilberto, e muitos outros que passam por aqui esporadicamente ou anonimamente. Aos meus amigos “reais”: Vini (diz ele que é o mais assíduo do blog), Tássia (diz ela que acompanha todas as postagens) e a Iury, que dispensa comentários. Sem falar no meu cãopanheiro Kizumba (pelo menos ele tinha que dormir após os 15 primeiros minutos de cada filme). E um agradecimento especialíssimo a Soli, que com seus não-longos textos permite transcender os filmes e provocar reflexões que fazem valer à pena continuar com o blog. A cada comentário dela, um novo exercício para o coração e mente.

Assim sendo, já anuncio que em 2014 a jornada permanece. Tentarei manter o mesmo padrão e atenção. Minha nova meta: 132 filmes. E, se tudo der certo, não conseguirei cumprir. Isso porque pretendo me jogar em outro projeto/sonho/desejo no meio do ano e, assim, interromper as postagens. Mas, até lá, tenho muito filme bom pra ver. Com um torrent na mão e 366 ideias na cabeça.


Vamos à parte III do 366filmesdeaz!



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

120 – Jules e Jim (Jules et Jim) – França (1962)


Direção: François Truffaut
Inspirado no livro de Henri-Pierre Roché, Truffaut conta a história de Jules, um alemão ingênuo, e Jim, um francês do tipo elegante e sedutor. Eles são amigos e se apaixonam pela mesma mulher. Clássico do cinema francês sobre o amor a três.

Para fechar 2013 e completar os 120 filmes do ano, uma belíssima obra: Jules e Jim!

Um filme extremamente ousado, que coloca a mulher no seu devido lugar: livre, autônoma e independente. A mulher dona de seu corpo, de sua libido, de suas vontades, de suas loucuras e de sua própria vida. Truffaut à frente de seu tempo, pós-moderno!

Jules e Jim fez por merecer fechar o ano com chave de ouro.

2013 se encerra aqui.


Boas festas para todos e um 2014 repleto de realizações e ainda mais cinematográfico!


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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

119 – Cela 211 (Celda 211) – Espanha (2009)


Direção: Daniel Monzón
Juan Oliver (Alberto Amman) sofre um acidente em seu primeiro dia de trabalho na prisão, pouco tempo antes do início de uma rebelião no setor onde estão os presos mais perigosos, liderada pelo bandido Mala Madre (Luis Tosar). Os seus companheiros fogem para se salvar e abandonam Juan desacordado na cela 211. Quando Juan acorda e entende o que aconteceu, passa a se fingir de presidiário perante os amotinados. Agora, ele corre perigo e terá que contar com muita astúcia para sobreviver a base de mentiras.


Apesar de um pouco amador e com uma estética mais televisiva do que cinematográfica, aos poucos a história vai ganhando fôlego e se tornando interessante. Por fim, o filme vale à pena, mas fica a sensação de que é tarefa difícil garimpar grandes filmes espanhóis.



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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

118 – O Mestre (The Master) – Estados Unidos (2012)


Direção: Paul Thomas Anderson
Após retornar da Segunda Guerra Mundial, Freddie passa por uma fase complicada, enfrentando uma série de colapsos nervosos. Um dia ele entra num culto religioso chamado The Cause (A Causa) e inicia exercícios para liberar as emoções. Freddie se vê profundamente envolvido na seita e pelo seu carismático líder, mas questiona-se sobre o real sentido de tudo aquilo na sua vida.

O Mestre do mestre Paul Thomas Anderson.

Não é o melhor filme do diretor, mas é uma obra que não deve passar batida.

Baseado na Cientologia, o filme traz uma representação da religião, mas vai além. P.T. Anderson parece querer agir como “O Mestre” e realizar experiências com o seu próprio espectador. Enquanto sessões de hipnose e terapia são praticadas no filme, é quase inevitável que o espectador também interaja e se coloque na posição do personagem e entre no jogo proposto. A produção de cada seqüência tende a essa imersão do espectador na experiência dos personagens. Cada seqüência é uma tensão. A respiração pára e a concentração é total. Literalmente, não dá para piscar. E quando acaba, o espectador volta ao normal, respira, pisca e percebe que continua no sofá de sua casa, na mesma dimensão e realidade que estava. É, sem dúvida, uma experiência incrível que permite que quem assiste se coloque no papel do personagem que, por sua vez, pretende representar os próprios seguidores da Cientologia.

O Mestre é confuso, complexo, mas permite uma viagem única. Os planos-seqüência, um dos pontos tradicionais do diretor, não ficam de fora. Os bons e velhos atores também continuam bons. E o filme é de gente grande, como assim é P.T. Anderson, que sabe o que faz e como fazer.

Tenso e instigante. Talvez sejam os melhores adjetivos para definir essa obra do mestre!

Não pisque, se você for capaz!


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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

117 – O terceiro homem (The third man) – Inglaterra (1949)


Direção: Carol Reed
Holly Martins é um escritor que chega a Vienna a convite de um grande amigo, Harry Lime, que tem um trabalho a lhe oferecer. Todos estão em clima de festa pela vitória dos aliados na segunda guerra. Holly, no entanto, descobre que Harry morreu num acidente. Conversando com aqueles mais próximos de Harry, Holly percebe que há relatos muito incoerentes e assim decide investigar por conta própria a morte do amigo.

Uma superprodução noir. Com muitas externas e idiomas. Com um roteiro surpreendente. Uma história tão “baseada em fatos reais” que foge ao perfil do gênero e, em alguns momentos, faz lembrar o neorrealismo italiano. Em outros, o charme é do cinema francês. E a trilha sonora, do western.


Já a belíssima sequencia final, é para imprimir, emoldurar e colocar na parede.


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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

116 – Invictus (Invictus) – Estados Unidos (2009)


Direção: Clint Eastwood
Personagem histórico várias vezes retratado - e de diferentes formas -, o sul-africano Nelson Mandela é mostrado aqui pelas lentes de Clint Eastwood no momento imediatamente após a queda do apartheid na África do Sul. Após várias décadas preso, Mandela está livre e na condição de presidente da África do Sul. Em 1995, o líder faz as vezes de anfitrião do campeonato mundial de rugby, uma oportunidade apropriada para reunir seus compatriotas.

Reproduzo aqui um texto que escrevi no dia da morte de Mandela:

Amanhã será um dia como qualquer outro, exceto pelo fato de que Mandela não estará mais vivo e que teremos o sorteio da Copa do Mundo na Bahia.

Sorteio esse que certamente será pautado pela morte do líder sul-africano. Certamente farão homenagens e o sorteio terá uma pitada apimentada de emoção. Sorteio esse que não será apresentado por Lázaro Ramos e Camila Pitanga, substituídos por um casal de brancos. Sorteio esse que será dirigido por europeus brancos, que dirigem a FIFA. Certamente se fará presente o atual prefeito de Salvador, ACM III. Prefeito esse que, até o ano passado, lutava junto com o seu partido na Justiça para derrubar as cotas, responsáveis por impulsionar a presença dos negros nas universidades. Prefeito esse que possui uma foto emblemática, tirada no dia de sua vitória eleitoral: ele comemorava com todos os seus amigos e políticos. Todos brancos. Exceto pela presença de um negro. Justamente aquele que lhe carregava nos ombros. Nem a sua vice-prefeita, propositalmente negra para arrecadar votos da população negra, saiu na foto.

Patrocinando o sorteio e a Copa, teremos marcas como Coca-Cola, Adidas, Visa, Sony, Itaú, McDonalds e Oi. Todas elas presididas e gerenciadas por brancos. Todas elas não costumam utilizar atores e modelos negros em suas campanhas publicitárias. E, na tela da TV, no meio desse povo, jornalistas da Globo. Brancos. À noite a emissora irá exibir um dos programas de maior audiência de sua grade: a telenovela Amor à Vida. Serão 82 atores interpretando papeis principais e secundários. 78 brancos. Apenas 4 negros: Jayme, uma criança órfã; Ailton, auxiliar de serviços gerais no hospital; Judith, psicóloga; e Inaiá, enfermeira e portadora de HIV. Ali Kamel, diretor geral da TV Globo é autor do livro 'Não somos racistas'.

Tudo e todos na Bahia. Bahia, cuja Polícia Militar é a que mais mata no Brasil. E os que mais morrem são negros.

Salvador, como todos sabem, é a Roma Negra, parte do continente africano. Aqui, se encontram os netos de Mandela. Vieram para o sorteio da Copa. E também para divulgar o projeto 'De Soweto a Salvador'.


Definitivamente, Soweto é aqui.


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domingo, 15 de dezembro de 2013

115 – Deu pra ti, anos 70 (idem) – Brasil (1981)


Direção: Nelson Nadotti e Giba Assis Brasil
Filme brasileiro, rodado em Super-8. Conta a história dos encontros e desencontros de Marcelo e Ceres através da década de 70, em bares, reuniões dançantes e acampamentos.

Sempre bom ver Porta Alegre no cinema. Ouvir o sotaque gaúcho. E o registro de um tempo que desperta nostalgia até para quem nem era nascido.

A obra de Nelson e Giba tem uma péssima qualidade de imagem e interpretações bem ruins. Mas se fosse diferente, não seria tão bom. Deu pra ti, anos 70 é um presente para o Rio Grande do Sul e para o Brasil, para todos aqueles que viveram a confusa década de 1970.


Angústias, dúvidas, desejos e descobertas. E tudo isso de um jeito que só os cineastas gaúchos sabem fazer.


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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

114 – A cabana (Die Summe meiner einzelnen Teile) – Alemanha (2011)


Direção: Hans Weingartner
Martin era um talentoso matemático com uma carreira promissora que, após um período internado em uma clínica psiquiátrica, é visto como doente mental, perde o emprego, e acaba nas ruas. Viktor é um garoto ucraniano que se tornou órfão depois que sua mãe sofreu uma overdose. Quando os dois se conhecem, resolvem fugir da cidade e construir uma cabana na floresta.


Alterna bons e apáticos momentos. Promete mais do que cumpre. Para quem deu um soco no estômago com Edukators, o diretor Hans Weingartner deixou a desejar.


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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

113 – A mulher faz o homem (Mr. Smith goes to Washington) – EUA (1939)


Direção: Frank Capra
Jovem interiorano e idealista é eleito para o Senado e chega à capital americana cheio de sonhos e aspirações. Mas não demora para que ele descubra os verdadeiros interesses que movimentam seus colegas de congresso.

Política crua. Como contribuir com o país sem passar pelas vias institucionais? É preciso jogar. E, para isso, seguir regras pré-determinadas do jogo. Na maioria das vezes, jogá-lo significa ter que deixar de ser puro. Ainda assim, não se deve contrariar os interesses dos “meia dúzia” de empresários que mandam no país. Os donos da grana. Os que fazem políticos serem eleitos e ocuparem cadeira no congresso. E quando algum político não samba do mesmo lado que eles, é preciso derrubá-lo. E vale tudo. Inclusive, se utilizar das brechas que o próprio Estado dispõe. Vale cassar o seu mandato. Vale manda-lo para a cadeia. Vale acusa-lo de corrupção. E vale difamá-lo pelo tempo que for preciso. Fazer o povo acreditar que ele é o inimigo número 1 do país. Um dos maiores corruptos da nação. E eles têm poder pra isso. Pesa a seu favor, uma arma fortíssima: a mídia. A mesma “casta” que reúne empresários e políticos “testas de ferro” é a que controla os principais meios de comunicação do país. Com essa arma, “criam a opinião pública”. Ocultam a versão do acusado e apresentam versões difíceis de serem contestadas. Até por osmose, passa-se a acreditar nessa versão publicada e corroborar com as acusações que são gritadas pelos quatro cantos. Uma mídia alternativa tentará dar voz ao acusado, publicar novos fatos, confrontar as “verdades” estabelecidas. Outros, tentarão ir às ruas, demonstrar seu apoio. Mas, será insuficiente. O poder de quem controla o país (e o congresso e a imprensa) é tão grande, que seus adversários serão condenados. Com ou sem provas. Mas, sem antes passar por um devido linchamento moral, para servir de lição a qualquer um que queira jogar – as regras estão dadas, ou joga ou fica de fora.


Mas, como somos advertidos logo no início: “Nomes e fatos nesse filme são fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência”.


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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

112 – Capitão Abu Raed (Captain Abu Raed) – Jordânia (2007)


Direção: Amin Matalqa
Abu Raed é um solitário zelador do aeroporto internacional de Amã. Um dia, em seu trabalho, ele encontra um quepe de capitão jogado no lixo. Na manhã seguinte, ele acorda com um grupo de garotos vizinhos em sua porta, acreditando que ele é piloto de uma companhia aérea.


Uma história simples, recheada de clichês. Uma estrutura narrativa facilmente encontrada em manuais básicos de roteiro. E, ainda assim, um filme belo e encantador.


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sábado, 7 de dezembro de 2013

111 – Estamos juntos (idem) – Brasil (2011)


Direção: Toni Venturi
Carmem é uma jovem e talentosa médica que tem uma vida independente, ao lado de seu divertido amigo DJ, Murilo. Depois de entrar em contato com uma comunidade de moradores sem teto e conhecer a líder do grupo, Leonora, Carmem se descobre doente. Sua rotina se transforma e ela passa a se relacionar cada vez mais com um enigmático homem, ao mesmo tempo em que se entrega a uma intensa paixão com o impetuoso músico Juan.

Um retrato do pós-moderno no Brasil. Estamos juntos, mas, ao mesmo tempo, não estamos. O centro da metrópole. Os problemas, que também são nossos, mas que parecem distantes. Os nossos problemas, que ninguém percebe. As relações humanas pouco densas, menos interessantes que as imaginárias.

Enfim, Estamos Juntos traz um pouquinho disso tudo, ou pelo menos permite viajar por esses elementos. Feito de uma forma criativa e interessante. Perde um pouco o foco em alguns momentos, como na questão do Movimento Sem Teto. Um tema muito denso, tratado de forma superficial. Ainda que com um nítido cuidado ao tratar desse tema, ele comprometeu um pouco o roteiro e a obra.

E por ser uma co-produção Brasil e Argentina, precisava-se de um ator argentino. Escolheram o pior que tinha.


Falando em atuação, Leandro Leal está extraordinária. Esse filme é um dos pontos altos de sua carreira. Estamos Juntos poderia ser uma monumental porcaria, se assim fosse a interpretação da protagonista. Mas Leandra Leal fez dele um bom filme, dando mais um ponto ao cinema nacional!


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domingo, 1 de dezembro de 2013

Top 10 - DEZEMBRO



Foi instituído o dia 1º de Dezembro como o Dia Mundial de Combate à AIDS.

Estudos do PNUD mostram que países desiguais são os mais afetados pelo HIV. Dados do UNAIDS, de 2010, traçam o mapa dos continentes onde existem pessoas vivendo com HIV. Em terceiro lugar: América do Sul e Central e Ásia Oriental, com 1,4 milhão. Em segundo lugar: Sul e Sudeste da Ásia, com 4,1 milhões. Em primeiro: África Subsaariana, com 22,5 milhões.

A boa notícia é que, no mundo inteiro, os casos diminuíram em 20%. E que os coquetéis de medicamentos têm prolongado a vida de muita gente.

As más notícias é que a indústria farmacêutica, por ambição, ainda lucra com a vida dos portadores de HIV, segurando patentes e priorizando o mercado.

Também tem crescido o número de idosos contraindo HIV, devido ao surgimento de medicamentos que garantiram o prolongamento da vida sexual dos mais velhos.

Mas não é só no sexo que se pega o vírus. Compartilhamento de seringas no uso de drogas também. Mas, mais ainda, no uso de instrumentos cirúrgicos mal utilizados e transfusões de sangue contaminado. Ou seja, quanto mais precária for a estrutura hospitalar, maior o risco de contaminação. Isso justifica, em parte, o grande número de pessoas com HIV na África.

Assim sendo, o TOP 10 de Dezembro, o último do ano, homenageia o Dia Mundial de Combate à AIDS. Reforçando, porém, a necessidade de também se combater o preconceito e a discriminação. O post é dedicado a todos  e todas que convivem com o vírus, mas que não deixaram de viver e serem felizes.

E, lembrem-se: usem camisinha. Orientem seus filhos, amigos, avós, colegas. Façam exames periódicos. E combata o preconceito!


Assim caminha a humanidade (Giant) – Estados Unidos (1956)
Direção: George Stevens
Clássico e última obra de James Dean, o filme também contou com a participação do ator Rock Hudson, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar com melhor ator. Ele foi um dos grandes galãs de Hollywood, atuando em mais de 40 filmes. No começo da década de 1980 surgiram os rumores de que ele havia contraído HIV. Rock Hudson só revelou ser soropositivo três meses antes de sua morte, em 1985, aos 59 anos.






O Processo (Le Procés) – França (1962)
Direção: Orson Welles
Obra clássica, em todos os sentidos. Baseado na obra literária homônima do gênio Kafka. Dirigido por Orson Welles, famoso por Cidadão Kane e A marca da maldade. E brilhantemente interpretado por Anthony Perkins, protagonizando o personagem Joseph K. Perkins ficou mais conhecido pelo sucesso em Psicose. O ator era portador de HIV e morreu aos 60 anos.






Cleópatra (Cleopatra) – EUA/Inglaterra (1963)
Direção: Joseph Mankiewicz
Um dos trabalhos mais marcantes de Elizabeth Taylor, que morreu em 2011 aos 79 anos. A atriz ficou conhecida por ser uma das principais ativistas da luta contra a AIDS, protagonizando diversas campanhas pela conscientização e para arrecadar fundos destinados à pesquisas para o tratamento de pacientes com HIV. O principal motivo desse engajamento foi sua amizade com o ator Rock Hudson, soropositivo, com quem trabalhou em Assim caminha a humanidade.





Higlhander – o guerreiro imortal (Highlander) – Inglaterra (1986)
Direção: Russell Mulcahy
Clássico blockbuster, o filme conta com uma trilha sonora privilegiada, com 8 músicas do grupo Queen: “A Kind of Magic”, “One year of Love”, “Who wants to live forever”, “Hamme to fall”, “Princes of the universe”, “Gimme the Prize”, “A dozen red roses for my darling” e “New York, New York”. A banda inglesa é uma das maiores da história do rock mundial, e era liderada por Freddie Mercury. O irreverente cantor foi um dos maiores talentos do rock´n roll. Assumiu ser soropositivo uma dia antes de morrer, em 1991, aos 45 anos.




Filadélfia (Philadelphia) – Estados Unidos (1993)
Direção: Jonathan Demme
Filme de maior referência quando o tema é a abordagem da AIDS no cinema. Um dos grandes de sucesso de Hollywood a tratar desse tema, em 1993, quando a doença alcançava repercussão mundial. No seu enredo, um funcionário que é demitido da empresa, quando assume ser soropostivo. Foi um dos trabalhos mais marcantes da carreira de Tom Hanks e uma obra bastante polêmica na época.






A Cura (The cure) – Estados Unidos (1995)
Direção: Peter Horton
Figurinha carimbada da Sessão da Tarde, esse emocionante filme traduz com delicadeza o drama da AIDS, a partir de uma perspectiva infantil. São dois amigos, unidos pela pureza infantil livre de preconceitos. Um portador de HIV, o outro não. Juntos partem para uma ingênua viagem rumo a Nova Orleans, em busca de uma suposta cura para a doença.






Kids (Kids) – Estados Unidos (1995)
Direção: Larry Clark
Sexo, drogas e... HIV. Kids marcou época na década de 1990, ao traçar uma representação de jovens “undergrounds” de Nova York. O impulso, entusiasmo, imaturidade e busca por liberdade, descobertas e experiências, sendo representados no filme. Kids toca em temas delicados, mostrando os prazeres e riscos de uma juventude sem freios.







À espera de um milagre (The Green Mile) – Estados Unidos (1999)
Direção: Frank Darabont
Outro clássico do cinema. Esse emocionalmente filme (tantas vezes reprisado pelo SBT) conta no seu elenco com Michael Jeter que, por sua atuação, foi indicado ao Oscar. Jeter foi diagnosticado como soropositivo em 1997. Dois anos antes, portanto, de se destacar nesse filme. Aliás, foram 12 obras em que participou após se tornar portador de HIV. Morreu aos 50 anos, após sofrer um ataque epilético.






Cazuza – o tempo não pára (idem) – Brasil (2004)
Direção: Sandra Werneck; Walter Carvalho
Um dos maiores poetas do Brasil. Cazuza faleceu em 1990 aos 32 anos. Foi um dos grandes artistas no país a revelar ser soropositivo. Seguiu vivendo, compondo e cantando. Deixou para os brasileiros canções inesquecíveis, que atravessam gerações e tornam o Brasil mais rico. Grande Cazuza, retratado nesse emocionante (apesar de mediano) filme.






O jardineiro fiel (The Constant Gardener) – Inglaterra (2005)
Direção: Fernando Meirelles

Num drama, com boas pitadas de ação e mistério, o diretor brasileiro toca numa ferida importante: o abuso da indústria farmacêutica, com a conivência de governos. No filme, uma morte misteriosa serve de mote para descobrir que uma empresa farmacêutica desenvolvia testes ilegais em pacientes soropositivos no Quênia. A obra também fortaleceu o debate sobre a questão das patentes e do lucro abusivo da indústria, que retarda e prejudica tratamentos e a própria sobrevivência de pacientes.





Download:

* Pacote com o torrent de todos os filmes e suas respectivas legendas. Highlander é dublado.