terça-feira, 28 de janeiro de 2014

10 – Tabu (Tabu) – Portugal (2012)


Direção: Miguel Gomes
Uma idosa temperamental, uma empregada cabo-verdiana e uma vizinha dedicada a causas sociais partilham o mesmo andar em um prédio em Lisboa. Quando a primeira morre, as outras duas passam a conhecer um episódio do seu passado.

Fiquei admirado com a fotografia, mas incomodado com a estética. Tabu é um daqueles filmes em que você continua olhando fixamente para a tela por alguns minutos após o seu término. Pensando: “que porra é essa?”. Tentando organizar na mente tudo o que acabou de ver.

Desceu indigesto, mas não ruim. Fiquei pensando nas razões que levaram o filme de Miguel Gomes a ser tão reverenciado. Não entendia, mas não discordava. Precisei ler muito, diversas críticas e análises para, aos poucos, ir digerindo o filme. Continuo sem compreendê-lo como eu gostaria, mas concordo que é um filme espetacular, mágico, que exige do espectador um mergulho por toda a sua profundidade cinematográfica.


Aquele querido mês de agosto também é estranho e eu gostei muito. Já Tabu talvez seja ainda melhor quando revisto. Mas, de antemão, reconheço: Miguel Gomes é um diretor diferenciado, incomum. Com ele, o cinema só tem a ganhar.


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5 comentários:

  1. "Continuo sem compreendê-lo como eu gostaria, mas concordo que é um filme espetacular, mágico, que exige do espectador um mergulho por toda a sua profundidade cinematográfica." ............. copiei e colei suas palavras pois foi exatamente o que penso sobre esse filme. Agora baixando "aquele querido mes de agosto. Abs

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    1. Acho que você vai gostar de "Aquele querido mês de agosto". A sensação de estranhamento é parecida com Tabu, mas, digamos, que ele desce mais suave. :)
      abraço,
      Az

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  2. Existem filmes que nao sao para dissecar em compreensão este foi daqueles que me deixou a pairar numa nuvem de estranheza a preto e branco ( como eu gosto) !

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    1. bem por aí a sensação que eu tive...
      :)

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