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segunda-feira, 30 de junho de 2014

66 – Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club) – Estados Unidos (2013)


Direção: Jean-Marc Vallés
O filme conta a história de Ron Woodroof, um eletricista heterossexual de Dallas que foi diagnosticado com AIDS em 1986, durante uma das épocas mais obscuras da doença. Embora os médicos tenham lhe dado apenas 30 dias de vida, Woodroof se recusou a aceitar o prognóstico e criou uma operação de tráfico de remédios alternativos, na época ilegais.

Uma história muito bem retratada, ainda que de forma bastante parcial, sobre a indústria farmacêutica nos Estados Unidos.

A transformação de um machão bruto e preconceituoso, em um ser mais humano. A persistência do indivíduo em enfrentar a ambição de empresas e as leis que as beneficiam.

Não é um filme excepcional (já os atores...), mas no que ele se propõe a fazer – contar uma perspectiva da história de Ron Woodroof – ele o faz muito bem.


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sábado, 28 de junho de 2014

65 – Ninfomaníaca – vol. 1 (Nymphomaniac) – Dinamarca (2013)


Direção: Lars von Trier
Em uma noite fria de inverno, o velho solteirão Seligman encontra Joe semiconsciente e machucada em um beco. Depois de levá-la ao seu apartamento, ele cura os machucados dela enquanto tenta compreender como as coisas podem ter dado tão errado para Joe. Ele escuta atentamente, enquanto em oito capítulos ela reconta a multifacetada e luxuriante história de sua vida.

Não, o filme não é só de sexo.

É sobre ser humano. Moral. Degradação. Paixão. Amor. Insanidade. Desejo. Beleza.

De um filme que provocou um turbilhão de críticas e comentários, não há muito o que acrescentar.


Vale à pena assistir.


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(torrent incluindo também Ninfomaníaca vol. 2)

quinta-feira, 26 de junho de 2014

64 – Viridiana (Viridiana) – México (1961)


Direção: Luis Buñuel
A noviça Viridiana (Silvia Pinal) faz uma visita ao seu tio moribundo, atendendo a um pedido do próprio. O pervertido homem, obcecado pela beleza da jovem, tenta seduzi-la de todas as formas. Ele morre e Viridiana decide não mais voltar ao convento. Em contrapartida transforma a antiga casa do tio num abrigo para necessitados e moradores de rua.

“Deixe-os pecar!”

Com esse filme, Buñuel ficou impedido de filmar na Espanha por nove anos. A imprensa espanhola foi proibida de citar o filme e sua premiação em Cannes. A obra também foi banida na Bélgica e na Itália, onde a Justiça de Milão condenou o diretor a um ano de prisão, caso ele voltasse ao país.

Mas não é só de áurea que vive o filme. Viridiana possui um conteúdo provocativo à frente de seu tempo. É o olhar particular de Buñuel sobre as coisas da vida. Os valores morais e religiosos que não convergem com o humano “real”, que possui desejos e é capaz de extrapolar sentimentos diversos: do mais bondoso ao maldoso, do benevolência à ingratidão.


Obra fundamental na filmografia do cineasta mexicano!


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terça-feira, 24 de junho de 2014

63 – Vodka Lemon (Vodka Lemon) – Armênia (2003)


Direção: Hiner Saleen
Num cenário apocalíptico, durante o inverno, um pai cruza o caminho de uma mãe igualmente corajosa, sobrevivente de muitas tragédias passadas. Eles estão a caminho do cemitério onde ambos enterraram mulher e marido, respectivamente. Ele tem um filho alcoólatra, uma neta e um filho que foi buscar trabalho em Paris. O filme se passa na Armênia pós-soviética.

A pobreza em meio à neve. A solidariedade que brota da dificuldade. O “se virar” para sobreviver. E o amor que não obedece fronteiras nem idades.

A política, a economia e tudo isso na vida das pessoas, lá na ponta.

Não tá fácil pra ninguém, mas sempre dá para ser feliz.


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domingo, 22 de junho de 2014

62 – Kolya – uma lição de amor (Kolya) – República Tcheca (1996)


Direção: Jan Sverák
A vida do violinista Frantisek Louka é um verdadeiro inferno. Demitido de uma importante orquestra da Tchecoslováquia, ele ganha a vida tocando em funerais no crematório da cidade. Seu sonho é comprar um carro e fazer uma bela viagem, mas ele não tem dinheiro algum. A sorte parece sorrir para ele quando decide casar com a prima de um dos coveiros, apenas para que a mulher possa obter a cidadania tcheca. Louka recebe uma ótima quantia em dinheiro, sem nenhuma obrigação... a não ser cuidar do filho de sua nova mulher, que resolveu desaparecer de uma hora para a outra, deixando a criança para trás! O nome do menino é Kolya, uma criança carinhosa e cheia de vida que está prestes a transformar, para sempre, a vida do rabugento Louka.

Belo filme, apesar de o argumento ser bem manjado.

Um solteirão sem muitos objetivos na vida que, de repente se vê tendo que cuidar de uma criança desconhecida. A consequência é óbvia: uma reviravolta na vida do personagem.

Ainda que não tenha nada de surpreendente, o filme encanta pela bonita relação entre o adulto e a criança. Além disso, ainda flerta com alguns conflitos políticos envolvendo a relação entre soviéticos e tchecos.


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sexta-feira, 20 de junho de 2014

61 – Crítico (idem) – Brasil (2008)


Direção: Kleber Mendonça Filho
Setenta críticos e cineastas discutem o cinema a partir do conflito que existe entre o artista e o observador, o criador e o crítico. Entre 1998 e 2007, Kleber Mendonça Filho registrou depoimentos sobre esta relação no Brasil, Estados Unidos e Europa, a partir da sua experiencia como crítico.

Que eu saiba, o único filme nacional a abordar o papel da crítica e do crítico no cinema.

Dirigido por um dos mais promissores cineastas brasileiros, Kleber Mendonça Filho, o filme reúne depoimentos de diversos diretores. Só para citar alguns: Carlos Saura, Beto Brant, Cláudio Assis, Costa Gavras, David Lynch, Eduardo Coutinho, Fernando Meirelles, Jorge Furtado, Nelson Pereira dos Santos e Walter Salles. Além, é claro, de críticos brasileiros e estrangeiros.

O documentário coleta entrevistas a partir de algumas premissas: o que é crítica? Qual sua importância? Como ela afeta o diretor? Como o cineasta faz a leitura da crítica? Como a relação pessoal entre críticos e cineastas interfere na produção da crítica? Além de histórias pessoais e de bastidor. Com isso, Kleber Mendonça consegue traçar um amplo panorama sobre a crítica cinematográfica, a partir de diversas perspectivas.

Nada mais justo ver e postar essa obra após a recente morte do crítico baiano João Carlos Sampaio. João, que por sinal, não é entrevistado no filme, mas tem seu nome citado nos agradecimentos.

Essa postagem é pra você, João!


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terça-feira, 17 de junho de 2014

60 – Meu amigo Totoro (Tonari no Totoro) – Japão (1988)


Direção: Hayao Miyazaki
Mei, é uma jovem que encontra uma pequena passagem em seu quintal, que a leva à um lendário espírito da floresta, conhecido como Totoro. Sua mãe está no hospital, e seu pai, divide o tempo entre dar aulas na faculdade e cuidar de sua mulher doente. Quando Mei, tenta visitar a mãe por conta própria, se perde na floresta, e só o grande e fofo Totoro, pode ajudar a menina a achar o caminho de volta para casa.

Miyazaki me fazendo render-me à animação. Vontade de parar um mês para apreciar toda a sua filmografia.

Não vejo a hora de ter uma filha para poder apresenta-la a Chihiro, Mononoke, Totoro...


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sábado, 14 de junho de 2014

59 – Vá e veja (Idi i smotri) – União Soviética (1985)


Direção: Elem Klimov
Impressionante e rigoroso filme russo. Um dos mais importantes dos últimos tempos. Vá e Veja é uma experiência de dor e perda. Considerado selvagem e lírico, o filme narra a trajetória de Florya, um jovem separado de seus comandantes durante a Segunda Guerra Mundial.

Feliz da sociedade que possui o cinema como instrumento para contar a sua própria história.

Sem palavras para descrever esse filme. É forte, duro e endurece. Acaba e não se sabe o que pensar. A crueldade bate lá no fundo do peito. E o que desequilibra não é nem a força das imagens, mas a incapacidade de construir um pensamento diante de uma série de acontecimentos intensos. E quando o cérebro não consegue responder é o corpo e a alma que reagem. Os olhos que não piscam e o nariz que não respira são reflexos da perplexidade. Do personagem diante da guerra e do espectador diante do filme.

E o final, que arrebatador! Seguramente um dos melhores finais da história do cinema.

Agora, com licença, que eu vou tentar digerir o que eu acabei de ver. E sentir.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

58 – É tudo verdade (It´s all true) – Estados Unidos (1993)


Direção: Orson Welles, Bill Krohn, Myron Meisel, Norman Foster, Richard Wilson
Semi-documentário inacabado, que Orson Welles dirigiu no Brasil. Previsto para ter quatro etapas, uma a respeito dos Estados Unidos, outra do México e duas sobre o Brasil, abordando o Carnaval Carioca e os jangadeiros nordestinos. Seriam apresentados aspectos de todos os pontos do país, a partir de Fortaleza, Recife, Olinda, Bahia e Ouro Preto.

Obra final de Orson Welles que revisita a obra que representou o começo de seu inferno astral.

Filme indispensável para que é fã do diretor.


Tem um pouquinho de tudo ali. Tem histórias fantásticas de jangadeiros cearenses. Tem Orson Welles. Tem tragédias reais. Tem carnaval. Tem o olhar estrangeiro sobre o Brasil. Tem política e interesses dos Estados Unidos. Tem a dor e a dureza de fazer cinema.


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domingo, 8 de junho de 2014

57 – Na cidade vazia (Na cidade vazia) – Angola (2004)


Direção: Maria João Ganga
Um grupo de crianças refugiadas de guerra, acompanhadas por um freira, segue num vôo rumo a Luanda, capital de Angola. Ao chegarem ao aeroporto, N’dala, um menino de 12 anos, consegue fugir do grupo e parte para descobrir a cidade. Enquanto a freira empreende uma investigação na tentativa de encontrá-lo, acompanhamos N’dala em sua jornada pelas ruas movimentadas da capital.


Belo filme. Um passeio pelas ruas angolanas, guiado pelo perdido N´Dala. Com sua ingenuidade e coragem infantis ele vai se aventurado. Não quer lembrar de onde veio, não sabe para onde vai. Carrega consigo as marcas de uma guerra estúpida. Leva a fantasia de um suposto futuro. E assim, ele, nós e a Angola vamos...


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sexta-feira, 6 de junho de 2014

56 – O medo do goleiro diante do pênalti (Die Angst des Tormanns beim Elfmeter) – Alemanha (1972)


Direção: Wim Wenders
O Medo do Goleiro diante do Penalty, de 1972, é o primeiro longa-metragem do alemão Wim Wenders. Baseada no romance homônimo de Peter Handke, conta a história do goleiro Joseph Bloch que, depois de perder um pênalti durante um jogo em Viena, é substituído. Sem cortes, seguem os desdobramentos: vemos o goleiro se afastar do campo, sair vagando pela cidade, entrar num cinema, não conseguir completar uma chamada telefônica e voltar só para um hotel barato onde está hospedado.


O primeiro filme de Wim Wenders.


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segunda-feira, 2 de junho de 2014

[ESPECIAL] !Hasta Luego!



Aos que acompanham esse malfadado blog, trago uma novidade. Estarei me ausentando por tempo indeterminado. A causa é boa – pelo menos pra mim.

Estou partindo por um mochilão pela América Latina.

No último 29 de maio me despedi de minha Salvador e desembarquei em São Paulo. E no próximo 9 de junho deixo Sampa pra trás, desço em Porto Alegre e de lá inicio minha jornada.

No trajeto previsto: Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Equador e Colômbia. E de lá, decidir o que fazer (até onde a pouca grana e a saudade permitirem). Do início ao fim, todas as possibilidades serão consideradas. O importante é ser feliz, conhecer e aprender com o nosso riquíssimo continente.

Para quem quiser colaborar, eu e o amigo que viajará comigo, aceitamos hospedagens nesses países e qualquer ato de solidariedade. Então, se tem algum leitor que mora fora ou conhece alguém que puder nos abrir as portas, por favor entrem em contato, que a ajuda será bem-vinda.

Estou jogando muita coisa pro alto: emprego, casa, estabilidade, etc. Mas esse humilde blog tentarei segurar.

Já têm postagens programadas até o dia 14 de julho.

Depois disso, o 366filmesdeaz passa para as mãos de meu amigo Iury: cinéfilo, frequentador assíduo do blog, baiano e latino-americano. Aí, é ele quem manda. Qualquer comentário, sugestão, crítica ou reclamação é com ele.

Quando eu voltar, eu aviso.

Quem quiser acompanhar a jornada, curta a página no face – “De pochete ou de mochila”.

Para me despedir, um top 15 com alguns bons filmes latino-americanos que passaram pelo blog.

Hasta luego pessoal. Vou ali rodar a América Latina e volto para continuar a volta ao mundo através do cinema. Forte abraço a todos e a todas.

Nuestro norte es el sul!



1. Medianeras (Medianeras) - Argentina (2011)
O amor em Buenos Aires!

2. Os pecados do meu pai (Pecados de mi padre) - Colômbia (2009)
Pablo Escobar e a expectativa de uma nova Colômbia.

3. Morango e Chocolate (Fresa y Chocolate) - Cuba (1994)
Amor e Revolução nas terras de Fidel.

4. Whisky (Whisky) - Uruguai (2004)
Para viajar ao Uruguai e sorrir para a foto.

5. Cocalero (Cocalero) - Bolívia (2007)
A Bolívia e Evo Morales.

6. A criada (La Nana) - Chile (2009)
O cinema chileno em grande estilo.

7. A vida louca (La vida loca) - El Salvador (2010)
Para que dias melhores cheguem em El Salvador.

8. Postais de Leningrado (Postales de Leningrado) - Venezuela (2007)
A fantasia infantil em tempos de regime militar na Venezuela.

9. Outubro (Octubre) - Peru (2005)
Um bebê e um homem solitário em terras peruanas.

10. Honduras: semente da liberdade (Honduras: semilla de la libertad - Honduras (2009)
Zelaya tentando resistir ao golpe militar em Honduras.

11. Temporada de Patos (Duck Season) - México (2004)
Jovens mexicanos se descobrindo.

12. Chance (Chance) - Panamá (2009)
Uma leve comédia panamenha.

13. Água fria do mar (Agua fria de mar) - Costa Rica (2010)
O mar costa-riquenho causando estranhamento.

14. Hamaca Paraguaya (Hamaca Paraguaya) - Paraguai (2006)
O Paraguai se esforçando para fazer cinema.

15. A que distância (Qué tan lejos) - Equador (2006)
Mochila nas costas e pé nas estradas equatorianas.