domingo, 29 de março de 2015

30 – El vuelco del cangrejo (El vuelco del cangrejo) – Colômbia (2009)


Direção: Oscar Ruiz Navia
Na Barra, uma aldeia remota da costa do Pacífico colombiano, Brain, líder da ascendência nativo-africana, enfrenta um fazendeiro branco, que planeja construir um hotel na praia. Daniel, um morador da cidade, chega à ilha numa tarde e permanece no local vários dias, à espera de um barco que pode tirá-lo do país.


Um filme simples, passageiro... como os viajantes que passam por lá... como os moradores que ficam por lá...

Como o tempo, que vai deixando eles para trás.


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sexta-feira, 27 de março de 2015

29 – A balada de Narayama (Narayama Bushiko) – Japão (1983)



Direção: Shohei Imamura
Fim do século XIX, em meio à pobreza e miséria que causavam guerras e emigração para terras estrangeiras, em algumas regiões do Japão, numa luta dura pela sobrevivência, instituí-se uma tradição amarga : Ao completar 70 anos de idade, os moradores dos humildes vilarejos deveriam subir ao topo da montanha local, uma região sagrada e, como elefantes velhos, deveriam esperar pela hora da própria morte, sozinhos. A partir destes elementos de extrema beleza humana, o mestre Shohei Imamura criou uma obra-prima de valor universal e foi laureada , por unanimidade, com a Palma de Ouro do Festival de Cannes.


Mermãaaoo, que filme psicodélico é esse?

Forte, cru, belo, metafórico. E com uma fotografia que produz o mimetismo perfeito entre homem e natureza.

Nada fácil de digerir...



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quarta-feira, 25 de março de 2015

28 – Ex isto (idem) – Brasil (2010)


Direção: Cao Guimarães
"Ex isto" é um filme livremente inspirado na obra "Catatau" de Paulo Leminski. O poeta imagina uma hipótese histórica: "E se Rene Descartes tivesse vindo para o Brasil com Maurício de Nassau?". Acompanhamos o pai da filosofia moderna em seu período pelos trópicos.


Quem canta curte o que a fala tem de melhor.
Bandido cândido, castigo, o conde não se arrependa, não vá se arrepender.
Sobretudo, não existe hesitar – e isso é vital.
Não pense. Pensar é para os que têm. Prometa começar a pensar depois.
Expimenta malaxaqueta, experimonta pressungo.
Monolonge, um monjolo de esponja bate espuma.
Esdruxúlias, quemquer: adjante Alemonje!

A ninfa em pleno orgasmo, mas sempre comendo a laranja.


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domingo, 22 de março de 2015

27 – Doméstica (idem) – Brasil (2012)


Direção: Gabriel Mascaro
Sete adolescentes assumem a missão de registrar por uma semana a sua empregada doméstica e entregar o material bruto para o diretor realizar um filme com essas imagens. Entre o choque da intimidade, as relações de poder e a performance do cotidiano, o filme lança um olhar contemporâneo sobre o trabalho doméstico no ambiente familiar e se transforma num potente ensaio sobre afeto e trabalho.


Nesse documentário, o diretor Gabriel Mascaro deu a câmera para jovens filmarem e entrevistarem as trabalhadoras domésticas de suas casas.

O resultado é um recorte que acaba revelando o olhar dos jovens, das patroas, além da trajetória, dores, amores e formas de ver o mundo das empregadas e empregado. E, acaba, inevitavelmente, trazendo uma representação que, em pleno século XXI, nos remete ao que aprendemos sobre o período da escravidão e a relação que existia entre os senhores e as mucamas, longe de maniqueísmos.

Enfim, uma experiência cinematográfica interessante, ainda que o filme fique numa camada superficial e não empolgue muito.


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sexta-feira, 20 de março de 2015

26 – Gilbert Grape – aprendiz de sonhador (What´s Eating Gilbert Grape) – Estados Unidos (1993)


Direção: Lasse Hallström
Numa cidadezinha de interior idílica, vive Gilbert Grape (Johnny Depp), um adolescente aparentemente comum que sustenta a família desde a morte do pai. O peso não é para qualquer um: além das irmãs excêntricas e do irmão com deficiência mental (Leonardo DiCaprio), inclui a mãe obesa, que não pára de comer desde a morte do marido. Mas a chegada de uma jovem forasteira (Juliette Lewis) dará a Gilbert a possibilidade de, pela primeira vez, fazer suas escolhas.


Uma estética estilo Sessão da Tarde. A narrativa é toda amarradinha, em sua maioria previsível, e com muitas informações dadas facilmente, sem exigir muito dos espectadores.

E, ainda assim, um filme emocionante.

Leonardo di Caprio (aos 19 anos), Johnny Depp (aos 30) e Juliette Lewis (aos 20) simplesmente dando um show.

Um filme simples, mas que consegue envolver, divertir e emocionar. Mais uma belíssima produção de Lasse Hallström.


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terça-feira, 17 de março de 2015

25 – Dois dias, uma noite (Deux jours, une nuit) – Bélgica (2014)


Direção: Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
Na Bélgica, Sandra (Marion Cotillard) ficou afastada do trabalho por depressão e, quando retorna, descobre que seus colegas aceitaram receber um bônus salarial no lugar de sua vaga. Agora, ela tem apenas um final de semana para fazê-los mudarem de ideia, para que ela possa manter seu emprego.


Os irmãos Dardenne já foram melhores.

Nessa mais recente obra dos diretores, faltou tato e um bom roteiro.

A narrativa nada mais é que uma colagem de esquetes, onde o diretor utilizou o repertório das “possíveis reações” que cada personagem teria diante do pedido da protagonista para que repensassem o voto que culminou na sua demissão.

Cada personagem, uma esquete. Isso empobreceu o roteiro e cansou a narrativa.

Além do mais, alguns atores eram bem ruinzinhos, tornando os diálogos mecânicos e superficiais.

Evidente que o filme tem suas virtudes, mas sendo dos irmãos Dardenne, se esperava mais.


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sábado, 14 de março de 2015

24 – A batalha de Argel (La battaglia di Algeri) – Argélia (1966)


Uma representação espetacular de um fato histórico espetacular.

Os créditos iniciais já anunciam: a primeira grande produção algeriana.

É Argélia da década de 1950. Mas consegue ser tão Brasil de 2010.

E serve para pensarmos o que representa a ação da polícia repressiva nas favelas? Para quem serve a polícia? Por quem e contra quem a força é usada? Quais os instrumentos são usados por quem tá no andar de cima, para se manterem onde estão, contra quem está no andar de baixo? Qual a importância da guerra de informações na guerra? Qual a importância da resistência? Como nascem as grandes transformações? Como mudar o curso da história?

Enfim. Argel e aqui.

Um filme que traz tantas comparações e utopias.


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quarta-feira, 11 de março de 2015

23 – A conversação (The Conversation) – Estados Unidos (1974)


Direção: Francis Ford Coppola
Harry Caul (Gene Hackman), expert em vigilância e conhecido nacionalmente por seu grande profissionalismo, é contratado pelo diretor de uma grande empresa para vigiar e gravar a conversa de um casal de amantes. Mas no passado um trabalho dele provocou a morte de três pessoas e agora ele teme que algo parecido aconteça.



Trama muito bem elaborada, com um ótimo roteiro e uma ar hitchcockiano.

O tempo da narrativa engana bem. Quando o espectador menos espera, leva um susto e chega a um nível de tensão que bate lá no teto.

Grande obra de Coppola, que intercalou O Poderoso Chefão I e II.


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domingo, 8 de março de 2015

22 – A liberdade é azul (Trois Couleurs: bleu) – França (1993)


Direção: Krzysztof Kieslowski
Após um trágico acidente em que morrem o marido e a filha de uma famosa modelo (Juliette Binoche), ela decide por renunciar à sua própria vida. Após uma tentativa fracassada de suicício, ela volta a se interessar pela vida ao se envolver com uma obra inacabada de seu marido, que era um músico de fama internacional.


O primeiro filme da trilogia, que na sequencia teve “A igualdade é branca” e “A fraternidade é vermelha”. Já um esboço do quanto a cor escolhida e a estética construída seriam fundamentais para a narrativa.

A liberdade é azul é uma obra sutil, detalhista e reflexiva. Cai bem acompanhado de um bom vinho e de chuva batendo na janela. Melhor ainda se tiver uma companhia com quem conversar sobre o filme, assim que ele acabe.


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sexta-feira, 6 de março de 2015

21 – Sociedade Alternativa (Commune) – Estados Unidos (2005)


Direção: Jonathan Berman
Em 1968, dois hippies mudaram-se para Mt. Shasta no interior da Califórnia e montaram um rancho, lá viviam em uma comundiade auto-sustentável. A propriedade se chamava Black Bear Ranch e tinha como lema: Terra Livre para as Pessoas Livres. Este documentário exótico, registra as entrevistas com cenas de arquivos caseiros da própria comunidade.


Interessante documentário sobre homens e mulheres, senhores e senhoras, vovôs e vovós que, quando jovens, passaram por enriquecedoras experiências ao montarem uma comunidade isolada e buscarem formas alternativas de viver.

Ricos são aqueles que chegam ao fim da vida com a bagagem cheia de experiências e histórias para contar. Quem tentou e arriscou construir sua própria felicidade.


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domingo, 1 de março de 2015

10 (melhores) diretores da Grã-Bretanha

O cinema britânico talvez não seja uma das mais destacáveis escolas cinematográficas do mundo, mas merece seu reconhecimento. Já produziu grandes obras e alguns bons diretores. Além do mais, sempre trouxe contribuições técnicas desde a origem do cinema. E como em toda lista seleta, muita gente boa fica de fora. Dos britânicos que não entraram na lista, destaco Michael Powell, Ken Loach e Stephen Frears. Dos selecionados, alguns bons diretores, sobretudo naturais da Inglaterra.

PS - Com perdão a todos os outros, mas o maior diretor britânico é Alfred Hitchcock. No entanto, optei por exclui-lo dessa lista. Praticamente toda a filmografia de Hitchcock foi produzida nos Estados Unidos, país que ele passou a ter cidadania. Por isso, suas obras estão muito mais associadas ao cinema hollywoodiano do que inglês. E com certeza será feita justiça a ele, na lista de diretores estadunidenses.

1. Stanley Kubrick
Por ironia, o primeiro lugar vai para um diretor nascido nos Estados Unidos. O genial Kubrick começou cedo e, após estrear alguns noirs, realizou Glória feita de sangue. Pelo destaque do promissor diretor, produziu em seguida Spartacus, mega-produção que fez Kubrick se desencantar com o modo de produção e imposição hollywoodiana. Daí, o diretor resolveu partir para a Inglaterra, aonde realizou suas principais obras: Lolita, Dr. Fantástico, 2001: uma odisseia no espaço, Laranja Mecânica, Barry Lyndon, O Iluminado, Nascido para matar, e De olhos bem fechados. Todos filmes espetaculares. É por causa disso que, mesmo não tendo nascido na Inglaterra, Kubrick acabou se tornando o principal diretor do cinema inglês.


2. David Lean
O rei dos épicos! David Lean dirigiu diversos romances e dramas muito bem aclamados pela crítica e pelos espectadores, até descobrir sua principal vocação: filmar épicos. É dele A ponte do Rio Kwai, Lawrence da Arábia e Doutor Jivago. Três dos mais importantes épicos da história do cinema mundial.







3. Terry Gilliam
Outro diretor nascido nos Estados Unidos, mas que recebeu a cidadania britânica aos 28 anos e produziu seus principais filmes na Inglaterra. Terry Gilliam se destaca por ser um dos fundadores de um dos grupos mais originais da Europa: Monty Pynthon. Suas obras são fantásticas, futuristas e filosóficas. É assim em importantes filmes, como Em busca do cálice sagrado, Monty Python – o sentido da vida, Brazil e Os 12 macacos.






4. Frank Oz
Esse é um diretor que passará longe das listas dos críticos, das revistas e dos que acham que a comédia é um gênero menor no cinema. O fato é que Frank Oz sempre soube fazer a alegria da garotada e dos adultos e adultas que não desaprenderam a rir do humor leve e simples. São do diretor as seguintes obras: Os Muppets, Os safados, Nosso querido Bob, Como agarrar um marido, A chave mágica, Será que ele é?, Os picaretas, Mulheres perfeitas e Morte no funeral. Quem nunca teve a oportunidade de rir de alguma de suas comédias, não sabe o que está perdendo.




5. Mike Leigh
O diretor é um daqueles em que ou se ama ou se odeia. A característica de seus filmes é marcada por personagens e situações banais (como em Mais um ano), mas que podem a qualquer momento se tornar absurdas (como em O segredo de Vera Drake). O ritmo é lento (como em Agora ou Nunca), mas esquizofrênico em algumas situações (como em Nu). O fato é que ele é um diretor que imprime muito bem a sua marca e realiza obras diferenciadas.





6. Guy Ritchie
O jovem diretor é um dos principais nomes da nova geração inglesa, tendo o seu primeiro filme rodado em 1998 e com sucesso imediato: Jogos, trapaças e dois canos fumegantes. Com uma estética semelhante, Guy Ritchie apresentou um grande filme na sequência, Snatch – porcos e diamantes, já se firmando como um diretor promissor. Com o mesmo estilo, mas com sucesso inferior, dirigiu Revolver, até voltar a ter notoriedade com as produções de Sherlock Holmes.





7. Christopher Nolan
O diretor, nascido em Londres, tem uma filmografia curta, mas que atrai uma legião de fãs, sobretudo por suas versões de Batman e suas produções que sempre concorrem ao Oscar. Sua estreia no cinema foi com Amnésia, um filme com um roteiro ousado, que fez Nolan ter um sucesso imediato, apesar de na sequencia decepcionar com o não tão bom Insônia. Em seguida, fez o seu primeiro Batman, e depois outro filme bastante elogiado, O grande truque. Mas foi Batman – o cavaleiro das trevas o seu grande sucesso e que lhe gabaritou a dirigir outras três obras que muita gente gosta (e que tantas outras não querem nem passar perto): A Origem, Batman – o cavaleiro das trevas ressurge e Interestelar.



8. Ridley Scott
É do diretor britânico dois dos filmes de ficção científica mais consagrados do mundo: Alien, o oitavo passageiro e Blade Runner. No entanto, Ridley Scott foi alterando o seu gênero cinematográfico, passando por alguns dramas e ações como Thelma & Louise, Tormenta e Até o limite da honra, até cravar novamente seu nome no cinema mundial com o premiadíssimo Gladiador. O diretor ainda produziu alguns bons filmes na sequência, como Hannibal e Falcão negro em perigo, além dos elogiados O Gângster, Rede de Mentiras e Robin Hood. Seus últimos filmes, no entanto, tem sido detonados pela crítica e pelos espectadores.



9. Danny Boyle
Seu filme de estreia, Cova Rasa, já anunciava um diretor promissor. Mas foi o seguinte, Trainspotting – sem limites, um dos melhores filmes do cinema inglês, que lançou Danny Boyle para o mundo. A sequência, no entanto, não fez tanto sucesso, exceto por A praia, que teve um certa notoriedade. Mas o diretor voltou a se destacar com Quem quer ser o milionário, que lhe rendeu diversas premiações. Em seguida, realizou 127 horas, mas ainda está devendo produzir algum outro grande filme.





10. Carol Reed
Nascido em 1906, Carol Reed será sempre lembrado por dirigir O 3º Homem, seu mais importante sucesso. Ao lado de Oliver e Agonia e Êxtase, talvez sejam as principais obras destacadas em sua carreira. No entanto, o diretor merece o reconhecimento pelo conjunto da obra, que tem o seu lugar guardado na história do cinema britânico.