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segunda-feira, 29 de junho de 2015

60 – Cidade dos Sonhos (Mulholland Dr.) – Estados Unidos (2001)


Direção: David Lynch
Após um acidente de carro que lhe causa amnésia, uma mulher, acompanhada de uma aspirante a atriz procuram por pistas e respostas na cidade de Los Angeles, em uma estranha aventura em que sonhos e realidade se misturam.


Tipo de filme que, mesmo se não entendesse nada, já valeria à pena.

São diversas as sequencias que encantam pela bizarrice das situações, pelo mistério, pela ironia, pela técnica.

Ainda assim, faltando 10 minutos para acabar, ainda há a expectativa de que tudo isso, junto, faça um sentido narrativo. E o bom é que há.

É uma obra parecida com Donnie Darko, onde a certeza da incerteza torna o filme ainda mais interessante e recheado de possibilidades.


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sábado, 27 de junho de 2015

59 – Anjos caídos (Duo Luo Tian Shi) – China (1995)


Direção: Kar Wai Wong
Um hitman, homem desiludido e cansado da vida que leva, embarca no seu último trabalho e depara-se com os sentimentos de atração e desejo pela sua sexy parceira, que ele raramente vê. Pela noite de Hong-Kong e tomado pelas dúvidas sobre se é ou não correto envolver-se com a parceira, cruza caminho com um homem mudo, que vive a sua vida noturna assaltando lojas e fazendo-se passar pelos proprietários.

Psicodélico e poético. Sem muitas palavras para descrever esse filme. Digerindo ainda...



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sexta-feira, 26 de junho de 2015

58 – Ao redor do Brasil (idem) – Brasil (1932)


Direção: Thomas Reis
Um dos primeiros documentários etnográficos do Brasil. O Major Afonso Reis pegou uma câmera e, com o auxílio do exército, saiu filmando pelos interiores mais inexplorados do país. Há aqui um pouco do ufanismo nacionalista dos primeiros anos do governo Vargas. Vemos índios se exibindo para a câmera, curiosos, como estivessem em frente a uma máquina de outro mundo.


Um dos primeiros “documentários” que desbravou o Brasil. As aspas se devem pelo fato de que, com a evolução da linguagem cinematográfica, o conceito de documentário é relativo. Pessoalmente, eu classificaria esse filme como um registro antropológico.

Ao redor do Brasil expõe, de um lado, tribos do Xingu e população de pequenos municípios do Norte e da fronteira do país. São um dos primeiros registros audiovisuais desses povos.

De outro lado, quem se expõe são os realizadores. É possível identificar o discurso típico de desbravadores, do tal “homem branco civilizado” em contato com o “selvagem”.

Como obra cinematográfica, Ao redor do Brasil é defasado, mais próximo do filme “Nanook, o Esquimó”, que é um dos clássicos da história por ser um dos embriões do cinema documentário. Já como registro antropológico, o filme dirigido por Thomas Reis é eterno, pode ser revisitado em qualquer década ou século, sobretudo por pesquisadores que buscam registros de um Brasil do começo do século XX.


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quarta-feira, 24 de junho de 2015

57 – As harmonias de Werckmeister (Werckmeister Harmóniák) – Hungria (2000)


Direção: Ágnes Hranitzky, Béla Tarr
János Valuska, um carteiro apaixonado por astronomia, vê sua cidade sofrer uma revolta depois da chegada de um circo e suas atrações: uma baleia gigante e um príncipe com seus seguidores, pessoas simples das cidades vizinhas que ficaram seduzidas pelo seu discurso.


Um ode à barbárie, com poesia para todos os lados.

O filme, em si, é uma bela obra de arte. E quando a compreensão não alcança a narrativa, a sensibilidade permite desfrutar mesmo assim, graças à beleza das cenas e a inquietude dos diálogos.

Cada plano respeitando o tempo necessário da sequência. Não importa se os personagens estão marchando por minutos ou se um objeto merece ser visto com mais detalhes. O tempo é relativo. Quando se vê, se passaram duas horas e ninguém percebeu.


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domingo, 21 de junho de 2015

56 – Os sapatinhos vermelhos (The red shoes) – Inglaterra (1948)


Direção: Michael Powell, Emeric Pressburger
Jovem bailarina apaixona-se pelo maestro da peça ao mesmo tempo em que o diretor oferece oportunidade para uma carreira artística mundial. Conto de fadas adaptado da obra de Hans Christian Andersen, o filme influenciou vários gerações de cineastas.



Fantástico. Belíssimo clássico do cinema!


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sexta-feira, 19 de junho de 2015

55 – Câncer (idem) – Brasil (1972)



Direção: Glauber Rocha
"O filme não tem história. São três personagens dentro de uma ação violenta. O que eu estava buscando era fazer uma experiência de técnica, do problema da resistência de duração do plano cinematográfico. Nele se vê como a técnica intervém no processo cinematográfico. Resolvi fazer um filme em que cada plano durasse um chassi, e estudar a quase-eliminação da montagem quando existe uma ação verbal e psicológica dentro da mesma tomada." - Glauber Rocha.


Como a própria sinopse já diz, o filme é muito mais um experimento técnico e estético.

Obra interessante dentro da filmografia de Glauber Rocha. Mas, definitivamente não é filme pra se ver com a turma, num domingão de sol.


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terça-feira, 16 de junho de 2015

54 – Os Corruptos (The big heat) – Estados Unidos (1953)


Direção: Fritz Lang
Um detetive investiga a morte por suicídio de um sargento de polícia. Durante as investigações, uma garota dizendo ter evidências do caso é encontrada morte. A partir daí, as coisas apertam e o trabalho de Dave Bannion ficará cada vez mais complicado e perigoso.

Um dos clássicos do cinema noir e uma das obras mais consagradas de Fritz Lang em sua fase estadunidense.

Os comentários e críticas positivas são quase unânimes.

Mas...

Não vi nada demais. Um roteiro clichê, um final previsível e um protagonista frio, que não consegue passar nenhuma emoção.

Será que esse filme seria tão elogiado se não tivesse “Fritz Lang” nos créditos? Ou passaria batido, como qualquer filme noir razoável?


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sexta-feira, 12 de junho de 2015

53 – O sal da Terra (Le sel de la terre) – França (2014)


Direção: Wim Wenders, Juliano Ribeiro Salgado
Nos últimos 40 anos, o fotógrafo Sebastião Salgado tem viajado através dos continentes, aos passos de uma humanidade sempre em mutação. Ele testemunhou alguns dos principais eventos da nossa história recente; conflitos internacionais, a fome e o êxodo. Ele agora embarca na descoberta de territórios imaculados, da flora e da fauna selvagem e de paisagens grandiosas como parte de um enorme projeto fotográfico. Uma homenagem à beleza do planeta.


As fotografias de Sebastião Salgado são um deleite. Capazes de provocar um misto de sensações, muitas deles indecifráveis. Angústia, surpresa, esperança, desesperança. Às vezes, a pura beleza das fotografias já bastam.

Revelar as fotografias de Sebastião Salgado é contar um pouco da história da humanidade, sobretudo com uma sensibilidade que só o olhar do fotógrafo e a magia do instante congelado da fotografia são capazes de contar, e noticiário ou historiador algum saberia transmitir.

O filme acaba sendo um presente de Wim Wenders para Sebastião Salgado, e de ambos para a humanidade.


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quarta-feira, 10 de junho de 2015

52 – Viagem ao princípio do mundo (Viagem ao princípio do mundo) – Portugal (1997)

Direção: Manoel de Oliveira
Afonso (Jean-Yves Gautier) é um ator francês que está trabalhando em um longa-metragem cujas filmagens ocorrem em Portugal. Seu pai era português, tendo migrado para a França antes da 2ª Guerra Mundial, o que faz com que tenha interesse em conhecer a vila em que ele morava. Para acompanhá-lo nesta viagem seguem o diretor do filme e outros dois atores.


Um parlatório. O filme é uma submersão nas histórias e emoções dos personagens que refletem um Portugal saudoso, vivido na infância e que o tempo deixou para trás.

O retorno de Manoel de Oliveira às suas origens e a última obra de Marcello Mastroianni.

E a vida, a estrada e o cinema que seguem...



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segunda-feira, 8 de junho de 2015

51 – A origem (Inception) – Estados Unidos (2010)


Direção: Christopher Nolan
Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) é um habilidoso ladrão, o melhor na perigosa arte da extração, o roubo de valiosos segredos das profundezas do subconsciente durante os sonhos das pessoas, quando a mente fica totalmente vulnerável. Essa rara habilidade de Cobb fez dele um cobiçado jogador nesse traiçoeiro novo mundo da espionagem corporativa, mas também fez dele um fugitivo internacional que perdeu tudo o que mais amava.


Um sonho dentro de um sonho, dentro de um sonho, dentro de um...

É tanta informação, que fica difícil acompanhar. A partir de certo ponto, o espectador passa a confiar em tudo o que ta sendo dito, a achar que toda a teoria faz sentido.

Mas é um filme muito interessante e uma super produção de qualidade.

O conteúdo é questionador. Faz a gente refletir sobre nossas matrixes criadas e relativizar o conceito de realidade.


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* Pessoal, esse arquivo torrent fui eu quem criei. Mas como eu não domino muito o assunto, não sei se está funcionando. Então, quem puder me orientar sobre como inserir "seeds" ou coisa parecida, para que o arquivo possa ser compartilhado, eu agradeço.

sábado, 6 de junho de 2015

50 – Contracorrente (Contracorriente) – Peru (2009)


Direção: Javier Fuentes-León
Miguel (Cristian Mercado) é um pescador respeitado na vila onde mora e trabalha. Casado com Mariela (Tatiana Astengo), está prestes a ganhar o primeiro filho, mas ele vive um romance com Santiago (Manolo Cardona), artista chamado pelos moradores de Príncipe Encantado. O tempo passa, a hora da verdade está chegando e Mariela começa a questionar Miguel, que precisará decidir sobre sua sexualidade.


Que coisa boa ver um filme como esse.

Orgulho danado dos meus hermanos do Peru. Cinema latino-americano de qualidade!

E tem muito brasileiro precisando ver um obra como essa, pra ver se aguça a sensibilidade e diminui o ódio fascista que diariamente avança no nosso país.

Filme de ser humano para ser humano. Simples assim.


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terça-feira, 2 de junho de 2015

10 (melhores) diretores e diretora da Espanha

País que sempre produziu grandes filmes, a Espanha também se destaca por sua variedade de diretores e diretoras. Há quem pense que a produção espanhola se resume a Buñuel e Almodóvar. No entanto, em toda a sua história, mesmo com altos e baixos, a Espanha sempre deu sua contribuição ao cinema mundial.

Dos que ficaram de fora da lista, um destaque especial para Vicente Aranda, que faleceu no mês de maio, aos 88 anos. Autor de Amantes, e Joana, a louca, o diretor espanhol tinha como marca a sexualidade presente em seus filmes.

Outros nomes que não entraram na lista e merecem ser citados são: Álex de la Iglesia, Mario Camus, José Luis Cuerda, José Luís Garcia Sanchez, Daniel Monzón, Juan Antonio Bardem e Segundo de Chomón.

Segue, então, a lista dos 10 (melhores) diretores e diretora da Espanha, que visa mesclar nomes do passado, com a da nova geração.

1. Luis Buñuel
Surreal, progressista e mexicano. É o mais importante cineasta espanhol, ainda que muito pouco tenha sido filmado na Espanha. Cidadão do mundo, as suas obras saíram, basicamente, da França e do México, onde se naturalizou e onde faleceu. É um dos diretores mundiais que mais reúnem influências, do campo da filosofia, das artes plásticas, da política, da música, da religião. E é fonte inevitável para qualquer cineasta espanhol. São dele: Um cão andaluz, Os esquecidos, Viridiana, A bela da tarde, O discreto charme da burguesia e Esse obscuro objeto de desejo.



2. Pedro Almodóvar
A história do cinema espanhol se confunde com a história de Almodóvar, com suas obras coloridas, irônicas e fantásticas. Autor de obras bem ruinzinhas, como Kika e o criticado Os amantes passageiros. Mas, ao mesmo tempo, autor de obras primas do cinema mundial, como A pele que habito. Na média, seus filmes são especiais e com um toque autoral inconfundível. São dele: Pepi, Luci, Bom; Tudo sobre minha mãe, Fale com ela, Má educação e Volver.




3. Carlos Saura
A sensibilidade e delicadeza das obras de Carlos Saura tornam o cinema espanhol mais rico. O diretor começou a produzir no finalzinho da década de 1950 e até hoje, aos 83 anos, continua na ativa. São dele: Cria Cuervos, Mamãe faz 100 anos, Bodas de sangue, Carmen, Tango e Goya.







4. Luis Garcia Berlanga
Junto com Juan Antonio Bardem, Berlanga foi um dos mais importantes a usar o cinema como instrumento político para burlar a censura da ditadura de Franco. Sua ironia e sátira expunham os conflitos sociais e políticos vividos na Espanha de forma ousada e provocadora. São dele: Bem-vindo senhor Marshall, Plácido, El Verdugo, A vaquinha e Todos a la carcel.






5. Jesús Franco
Talvez seja um dos diretores do mundo com a maior filmografia. São cerca de 200 obras na conta de Jesús Franco, incluindo produções com grandes diretores e atores da Espanha. Versátil, Franco passeou por diversos gêneros, mas tem o seu nome cravado na história do pornô, ressignificando o sentido do erotismo no cinema. São dele: Vênus em fúria, Conde Drácula, Vampiros Lesbos, A virgem e os mortos, Oásis dos Zumbis, O massacre dos Barbys e Sem face.




6. Isabel Coixet
A mais importante diretora espanhola da atualidade. Despontou no final da década de 1990 e, desde então, participou de mais de uma dezena de produções, algumas delas coletivas, representando a Espanha no cinema mundial. São dela: Minha vida sem mim, Coisas que nunca te disse, A vida secreta das palavras e Mapa dos sons de Tokyo.






7. Bigas Luna
Um dos maiores nomes da Catalunha. Bigas Luna é dono de uma vasta filmografia. “O grande revelador de talentos”, Bigas Luna projetou para o cinema Penélope Cruz, Javier Bardem e Ariadna Gil. São dele: Os olhos da cidade são meus; Jámon, Jámon; Ovos de ouro e O som do mar.







8. Alejandro Amenábar
Nascido no Chile, mas um diretor espanhol. Foi na Espanha que Amenábar sempre filmou e, apesar de uma filmografia relativamente curta, sempre produziu obras de alto nível, como o clássico mundial Os outros. São dele: Tesis, Preso na escuridão, Mar adentro e Alexandria.







9. Fernando Trueba
Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1992 com Belle Epoque, Trueba acabou não correspondendo às expectativas criadas. Passou por algumas produções de pouco destaque, até surgir novamente com a bela animação Chico & Rita. Na sequência, dirigiu as elogiadas, mas não muito conhecidas O artista e a modelo, além de A dançarina e o ladrão.






10. Victor Erice
Apenas três filmes em sua filmografia, um por década: O espírito da colmeia, O sul e O sol do marmelo. A crítica geral que é feita a ele é justamente: por que tão poucos filmes? Victor Erice tem, hoje, 74 anos. Ainda em tempo de presentar o cinema com mais alguma bela obra.