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domingo, 29 de novembro de 2015

110 – À beira do abismo (The big sleep) – Estados Unidos (1946)


Direção: Howard Hawks
Um detetive particular, Philip Marlowe (Humphrey Bogart), é chamado por Sternwood (Charles Waldron), um milionário que diz que está sendo chantageado novamente, pois há dois anos pagou US$ 5 mil para que Joe Brody (Louis Jean Heydt) deixasse Carmen (Martha Vickers), sua filha mais nova, em paz. Agora Arthur Gwynn Geiger (Theodore von Eltz) quer receber alguns milhares dólares, referentes a dívidas de jogo de Carmen.




Ainda que um pouco confuso, o enredo é instigante e as quase duas horas de filme passam e o espectador nem sente. Mais um ótimo noir de Howard Hawks.


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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

109 – Jesus no mundo maravilha (idem) – Brasil (2007)


Direção: Newton Cannito
Jesus, Lúcio e Pereira são ex-policiais que foram expulsos da corporação e agora trabalham num parque de diversões. O constrangimento da exoneração levou Jesus a tentar o suicídio. Hoje ele coordena o trabalho de 28 seguranças e sonha com sua volta à corporação. Lúcio entrou para a polícia para vingar o assassinato da mãe e caçar bandidos. Pereira é hoje evangélico e interpreta Perereco, personagem infantil que diverte as crianças na igreja. No clima onírico do parque de diversões, o documentário brasileiro “Jesus no Mundo Maravilha” revela, por meio dos sonhos desses três ex-policiais, os valores da cultura da corporação policial no Brasil.


Um documentário meio estranho. Confesso que até agora tô buscando o real sentido do palhaço... onde tinha de encenação, onde não tinha. No mais, interessante, mas não surpreendentes os discursos dos ex-policiais. É sempre pertinente ver filmes como esse, sobretudo ouvir a fala dos policiais, para entender a lógica de sua atuação e de sua formação. O que pensa alguém com mais de 80 mortes nas costas? Comove a acareação com uma mãe que teve o filho morto por um policial? E a religião, onde entra nessa história?

Enfim, o filme de Newton Cannito traz um recorte que permite levantarmos e tentarmos entender algumas dessas questões.


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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

108 – Soul Boy – à procura da alma (Soul Boy) – Quênia (2010)


Direção: Hawa Essuman, Tom Tykwer
Abila mora com os pais em Kibera, uma das maiores favelas da África, no Quênia. Uma manhã, o adolescente descobre que seu pai está delirando. Shiku, uma amiga da mesma idade, acredita que seu pai tenha perdido a alma por causa de um feitiço. O jovem vai à procura de uma feiticeira, e quando finalmente a encontra, na escuridão do gueto, ela lhe exige a realização de sete tarefas para trazer a alma do pai de volta.

Bela obra, que usa a fantasia para representar a realidade. O filme é recheado de bons ingredientes: personagens carismáticos – sobretudo a atriz mirim; mitos; a locação sendo na maior favela do Quênia; um roteiro bem amarrado. Resumindo: cinema africano de qualidade!

O filme é dirigido pela queniana Hawa Essuman e pelo alemão Tom Tykwer, que tem obras como Perfume e Corra, Lola, Corra no currículo.



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domingo, 22 de novembro de 2015

107 – Hora de morrer (Pora umierac) – Polônia (2007)


Direção: Dorota Kedzierzawaska
Aniela é uma enérgica e inflexível relíquia do passado, como a grande casa em estilo dacha rodeada por árvores altas em que vive sozinha com sua impetuosa cadela, Filadelfia. Todo mundo quer a casa e o terreno de Aniela. Quando o vizinho novo-rico traça planos para obter a propriedade da casa, Aniela encontra uma maneira de ser mais esperta que ele.

Belíssimo filme. Com uma fotografia minuciosa e uma personagem encantadora, a diretora Dorota Kedzierzawaska transpõe toda a carga emocional de uma mulher e seus últimos dias de vida, suas últimas lembranças, suas últimas decisões, suas últimas decepções. É um recorte do ciclo da vida que nunca cessa. O momento entre a despedida e a continuidade.

Hora de morrer é belo, poético, emocionante, reflexivo e feito com maestria. Máximo respeito para a diretora Dorota Kedzierzawaska e para a atriz Danuta Szaflarska.


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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

106 – Ninguém sabe dos gatos persas (Kasi az gorbehaye irani khabar nadareh) – Irã (2009)


Direção: Bahman Ghobadi
Recém-saídos da prisão, dois jovens músicos, um homem e uma mulher, decidem formar uma banda. Juntos, eles andam pelo submundo de Teerã à procura de outros instrumentistas. Proibidos pelas autoridades de tocarem no Irã, eles planejam fugir de sua existência clandestina e sonham em tocar na Europa. Porém, sem dinheiro e sem passaportes, nada será tão fácil.


Não é fácil ser underground no Irã...


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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

105 – Persépolis (Persepolis) – França (2007)


Direção: Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud
Marjane Satrapi (Gabrielle Lopes) é uma garota iraniana de 8 anos, que sonha em se tornar uma profetisa para poder salvar o mundo. Querida pelos pais e adorada pela avó, Marjane acompanha os acontecimentos que levam à queda do xá em seu país, juntamente com seu regime brutal. Tem início a nova República Islâmica, que controla como as pessoas devem se vestir e agir. Isto faz com que Marjane seja obrigada a usar véu, o que a incentiva a se tornar uma revolucionária.


Por ironia do destino, vi esse filme no mesmo dia em que aconteceram os atentados em Paris. Persépolis é uma animação muito bem feita que, a partir da trajetória de vida de uma jovem iraniana, nos apresenta algumas informações e contradições desse tal mundo árabe, suas questões políticas internas e suas relações com sociedades europeias.


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domingo, 15 de novembro de 2015

104 – Depois de Lúcia (Después de Lucia) – México (2012)


Direção: Michel Franco
Desde a morte de sua esposa, Roberto não consegue dedicar muito tempo à sua filha Alejandra, uma jovem de 15 anos. Para escapar da depressão que passa a dominar a rotina dos dois, pai e filha deixam a cidade de Vallarda em busca de uma nova vida na Cidade do México. Envergonhada e incapaz de explicar para o pai as razões, Alejandra omitirá as humilhações e abusos emocionais e físicos sofridos em seu novo colégio. Os dois vão se distanciando cada vez mais, à medida que a violência toma conta de suas vidas.


Filme forte. Tem que ter estômago pra suportar algumas sequências que, por mais que algumas pareçam exageradas e inverossímeis, revelam facetas opressivas capazes de praticar violências e humilhações iguais ou piores. E um tipo de agressão que vem de uma lógica machista e contamina o modo de pensar de homens e mulheres.

A obra de Michel Franco nos mostra que temos muito trabalho pela frente, se quisermos construir uma sociedade que valorize a diversidade humana e combata o machismo. Para que depois de Lúcia, outras meninas e mulheres não sofram pelos simples fato de serem meninas e mulheres.


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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

103 – A dançarina e o ladrão (El baile de la Victoria) – Espanha (2009)


Direção: Fernando Trueba
Com a chegada da democracia, o presidente do Chile decreta uma anistia geral para todos os presos sem delito com sangue. O jovem Ángel Santiago (Abel Ayala) é um deles, mas agora ele está decidido a se vingar dos abusos sexuais que sofreu no cárcere. Além disso, ele planeja um ambicioso e arriscado assalto; para tanto terá de contar com a ajuda de Nicolás Vergara Grey (Ricardo Darín), um famoso ladrão de bancos que evita tal reputação porque busca reconquistar sua família. O plano parece perfeito, mas tudo se complica quando entra na história a bela Victoria, uma misteriosa bailarina cujos pais foram assassinados pela ditadura de Pinochet.

Bela obra de Fernando Trueba. O cinema, a música e a dança se valendo da força da arte para transgredir o silêncio e um roteiro frágil. A sutileza do diretor conseguiu transformar em belo um filme cujo enredo não é muito interessante.


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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

102 – As oito vítimas (Kind hearts and coronets) – Inglaterra (1949)


Direção: Robert Hamer
Na véspera de sua execução, Louis (Dennis Price), condenado à morte, começa a recordar toda sua vida. Tudo começou quando sua mãe, uma bela jovem que pertencia à aristocracia, decidiu fugir de casa e se casar com um cantor de ópera. Ela logo ficou viúva, mas continuou sendo rejeitada pela família, que sequer permitiu que ela fosse enterrada no mausoléu da família anos mais tarde. Revoltado, Louis jurou vingar-se de todo o clã e recuperar seu título de nobreza.

Filme policial, em que a grande sacada é a sutileza do humor irônico. Clássico!


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sábado, 7 de novembro de 2015

101 – Matou a família e foi ao cinema (idem) – Brasil (1969)


Direção: Júlio Bressane
Um rapaz de classe média baixa carioca mata os pais a navalhadas e vai ao cinema ver Perdidos de Amor. Márcia, uma jovem rica e insatisfeita, aproveita uma viagem do marido para ir à casa de Petrópolis, onde recebe a visita de uma velha amiga, Regina. Intercaladas com as cenas entre elas, que dançam, conversam sobre homens e se acariciam, aparecem pequenas histórias autônomas de assassinatos no interior de famílias pobres. Entre essas crônicas familiares, uma história destoa: a do preso político torturado até a morte.



Clássico do cinema nacional.



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terça-feira, 3 de novembro de 2015

10 (melhores) diretores e diretora da África

Novembro negro! Mês para revisitarmos Zumbi e a consciência negra. Mês para, no dia 18, marcharmos com as mulheres negras. Nada mais justo, portanto, que dedicar o mês de novembro para alguns dos melhores diretores e diretora do continente africano.

Na África, explorada e devastada há séculos, o cinema tem sido uma arma fumegante para lutar pela sua independência – não meramente institucional, mas cultural e ideológica. Segue, portanto, uma lista com alguns diretores e diretora de diversos países do continente, que sabem usar o cinema a favor da África, de seu povo e de sua riqueza cultural.

1. Ousmane Sembène (Senegal)
O grande nome da história do cinema africano. Ácido, irônico e profundo. As obras de Sembène traduzem as questões políticas, sociais e culturais de seu povo, feitas de uma forma prazerosa de se ver. Colorido, alegre, duro, forte e resistente como a África.





2. Abderrahmane Sissako (Mauritânia)
Diretor capaz de transportar as grandes paisagens e os desertos para o vazio interior do indivíduo, criando um mimetismo entre o espaço físico e a subjetividade de seus habitantes. Dessa forma, traduz o seu cinema não apenas a partir de belas fotografias, mas de profunda sensibilidade.







3. Idrissa Ouedraogo (Burkina Faso)
Um dos diretores africanos mais reconhecidos pelo ocidente, resultando na participação em obras coletivas como “11 de Setembro” e “Histórias de Direitos Humanos”. Apesar de fazer cinema em um país em que pouca gente ouve falar: Burkina Faso.








4. Souleymane Cissé (Mali)
Um dos grandes nomes do cinema africano ainda em atividade. Em suas obras, Cissé foge de padrões e mistura fantasia com construção da realidade. São filmes mágicos, que incluem novos recursos ao estilo africano de se fazer cinema.








5. Djibril Diop Mambéty (Senegal)
Autor de um dos filmes mais importantes da África: Touki Bouki (A viagem da hiena). Nesse filme, Mambéty já revelava para o mundo a sua qualidade técnica, mesmo em um período em que “conseguir fazer” era mais importante que “fazer bem feito”. O diretor não apenas fez, mas fez com um primor estético e um domínio técnico que não fica atrás de nenhuma escola europeia ou brasileira.





6. Youssef Chahine (Egito)
Um dos maiores nomes do cinema egípcio, com uma filmografia extensa e um prêmio Cannes pelo conjunto de sua obra. Diretor cujas obras merecem ser investigadas e descobertas.









7. Flora Gomes (Guiné Bissau)
Como grande parte dos diretores africanos, o seu país e o processo de independência estão presentes na sua filmografia. No entanto, a cultura de seu povo, a sua cor, a sua música, também são temperos que trazem um encanto maior às suas obras.







8. Djamila Sahraoui (Argélia)
Apesar de ter 65 anos, somente em 2006 dirigiu o seu primeiro longa de ficção – antes tinha dirigido alguns documentários sobre a Argélia. Desde então, já lançou novas obras, com algumas premiações. É uma diretora que vale à pena acompanhar.








9. Licínio Azevedo (Brasil/Moçambique)
Já que o Brasil também faz parte do continente africano, nada mais justo que incluir Licínio Azevedo, nascido no Rio Grande do Sul e erradicado, há mais de 40 anos, em Moçambique. Licínio investiu e produziu no cinema moçambicano, colocando o país na rota cinematográfica da África.


10. Jean-Pierre Bekolo (Camarões)
Mais importante cineasta de Camarões, estreou com o premiado Quartier Mozart. Encabeça uma safra promissora do cinema camaronense, que reconhece na arte um instrumento importante de afirmação cultural, em um continente marcado pelo colonialismo.








Alguns filmes (com download disponíveis):

- Ousmane Sembène:
Xala
Mooladé

- Sissako:
À espera da felicidade

- Idrissa Ouedraogo:
Kini e Adams

- Souleymane Cissé:
O Vento
A Luz

- Mambéty:
A viagem da hiena

- Flora Gomes:
Nha Fala

- Licínio Azevedo:
O grande bazar

Outros filmes desses e outros diretores africanos na postagem especial: 90 filmes de diretores negros e negras

* Se algum desses filmes estiver com link expirado, é só comentar que eu atualizo.